Filmes psicológicos

Dead inside

2020.10.29 05:21 lordkekw Dead inside

Chega um ponto em que você nem se preocupa mais se tá deprimido ou não, porque você sente absolutamente nada. Qualquer atividade, qualquer plano, qualquer experiência, tudo tem gosto de água. Ta bom, não é sempre, as vezes a gente fica mal, pensa em fazer uma besteira ou outra, mas isso deixa de ser o padrão, pelo menos deixou de ser faz um tempo.
Sou um pessoa "habituada" com os próprios problemas psicológicos e sociais, no entanto, tenho de admitir, wow, aderir a essa quarentena desde o início do ano agravou bastante minha condição. Não mudaria muita coisa se não houvesse pandemia, não sou de sair, não tenho amigos, nem boa relação com a família. Talvez pelo menos pudesse me distrair com a faculdade.
Nem jogar tá sendo tão bom como ja foi, e quando jogo de galera no discord, no fim do dia fico com uma puta dor de cabeça por causa da necessidade de interagir sem fim. Alguns jogos singleplayer são um ponto fora da curva, mas sempre requerem muita energia. Filme a mesma coisa, música a mesma coisa.
Eu nem devia postar isso aqui, mas tô tão entendiado que não tem pq não fazer isso.
submitted by lordkekw to desabafos [link] [comments]


2020.10.06 07:16 Snoo_3351 Sinto muito...

Eu estou seriamente pensando em acabar com minha vida, tenho 12 anos, sei que muitos vão achar que sou muito nova pra isso, mas queria dizer que depressão não tem idade. Enfim, vamos ao ponto neh, eu estou com alguns sinais de pscicopata, e eu não tô feliz com isso, eu não sei se estou mesmo, ou se é uma dúvida, ou paranóia da minha cabeça, a questão é que não quero fazer nenhum mal à ninguém, no momento em que estou escrevendo este post estou na minha cama chorando demais, acabei de refletir em quantos aspectos eu mudei, eu era doce, alegre, gentil, e bondosa até demais, mais agora eu sou grossa, rude, depressiva, não sou má pois toda vez que faço algo que possa prejudicar algo ou alguém eu fico com peso na consciência, o que é bom, eu sempre fui muito próxima da minha mãe, sempre desabafei sem medo, mas dessa vez é diferente, tô com medo que ela fique com medo de mim, ou sei la, eu tbm não quero falar isso em voz alta com alguém, me faz sentir mal sabe?
Eu só queria ser normal, ser uma garota alegre, queria poder ter um psicológico bom, pra vocês terem noção, a primeira depressão que tive foi com 7 anos, não que isso seja anormal, mas acho que nessa época eu deveria ser mais inocente e otimista sabe?
Também refleti o tempo em que fiquei preocupada com coisas que ainda vão acontecer, mas não aproveitei as que estão acontecendo, sinceramente o tempo passa voando, eu quero muito aproveitar o máximo de tempo possível com a minha família, quero deixar meu nome de lembrança como boa pessoa, mas é difícil, geralmente são séries ou filmes que têm personagens do mal porém retratados como boas pessoas que nos deixam assim, enfim, eu não quero deixar minha mãe cedo, mas não quero fazer nenhum mal, já tentei falar que quero conversar com uma piscicologa, mas o medo não me deixa, eu tô passando mal de chorar, minha mãe já tá percebendo que meus olhos estão enchados.
Isso tá corroendo por dentro, uma coisa que me faz esquecer isso e rir um pouco é a assistir Luba (meu youtuber favorito) ele me faz rir, além de fazer eu me sentir mais humana ele também dá conselhos de vez em quando, pena que ele não reage à esse subreddit, hoje vi um vídeo dele sobre depressão, e ele disse muitas palavras lindas, uma frase que me marcou foi "Não vou dizer que se você levantar você não vai cair de novo, você pode cair mais umas 200 vezes se duvidar, mas você levantará sempre mais forte, e vai ter uma hora que você vai estar tão forte que o chão será uma cama elástica, e quando você cair você não vai mais se machucar" acho que foi mais ou menos isso a frase, eu não quero depender de celular, mas eu acho que todos nós temos um porto seguro, para uns são orações, para outros são meditações, e para mim é ver Luba ;-;.
Tô me sentindo muito melhor escrevendo isso, vocês acham que eu devo far com minha mãe sobre o lance da piscicologa? Se vocês acharem que é o certo eu falo, e depois da consulta posso fazer uma segunda parte, espero que eu crie coragem.
Bom foi isso, agora eu vou ver algum vídeo, dorme bem! Até...
submitted by Snoo_3351 to desabafos [link] [comments]


2020.09.29 21:58 JamesFletcherBR Um desabafo sobre meu psiquiatra

Antes de ir nele eu fazia terapia, mas comecei a me sentir frustrado com a falta de resultados e abandonei, “ESSA PORRA NÃO TÁ DANDO CERTO!!” Pensava. Achei que pra resolver meu problema só um psiquiatra e remédio mesmo (ansiedade e fobia social), então minha mãe marcou um psiquiatra pra mim.
Então acabei indo na consulta, de cara dava pra ver que ele era diferente: alto, forte, cabelo longo e loiro, semelhante ao Thor dos filmes da Marvel. Era surfista, ex lutador de mma, jiu jiuteiro, enfim, o cara era O bonitão ( não é atoa q tem um monte de mulher que segue ele no Instagram e é afim do cara... q inveja desse fdp). E aí eu lembro que na primeira consulta ele já disse algo como: “eu sou diferente dos outros médicos pq os outros são tudo um bando de nerd bundao sem experiência, se limitam a teoria. eu não sou assim, eu tenho a experiência, eu tive depressão”. foi bem surpreendente ouvir isso, na época achei legal, que com uma abordagem fora da caixa ele pudesse me ajudar.
2 anos depois e eu ainda sou paciente dele, mas estou pensando em trocar de médico. Pq? Pelo mesmo motivo q abandonei à terapia, frustração. E também pq refleti sobre algumas atitudes e declarações desse meu médico, vou dar alguns exemplos:
*na época das eleições disse que o bolsonaro ia ganhar, pq o brasileiro tá de saco cheio do mais do mesmo (senti uma simpatia ao bossalnaro)
Enfim, no momento que escrevo esse desabafo, meus remédios acabaram, entrei em contato pra marcar uma consulta e só consegui pra daqui a 20 dias!! Pois ele está com a agenda lotada. Estou estressado, frustrado, cheio de coisas na cabeça. E aquele sentimento de frustração que tive quando abandonei meu psicólogo ha anos atrás está voltando.
Confesso que não sei direito oq fazer, estou um pouco perdido. Por piores que fossem essas declarações do meu médico, sempre relevei pois só queria melhorar, estar bem mentalmente. Começo a achar que talvez eu deva trocar de médico, não sei. Uma vez ele falou que minha mente era complicada, e que ela ia cada vez mais criando novos problemas psicológicos. Não discordo dessa afirmação, porém me deixou assustado, e não paro de pensar nisso desde então.
Oq vcs acham? Faço esse desabafo pois não tenho com quem conversar, não tenho com quem pedir ajuda. Tentei colocar o máximo de detalhes possíveis sem me expor demais. Depois de todos esse anos tentando melhorar, estou ficando cada vez mais desesperançoso e a ideia de um suicídio, de deixar de viver, começa a surgir...
Se você leu até aqui, obrigado. De verdade.
submitted by JamesFletcherBR to desabafos [link] [comments]


2020.09.29 20:23 wisemann_andy Desejo morar sozinho mas possuo medos, dúvidas e insegurança. Meu psicológico está afetado pelo passado.

Algo que já perturba a minha mente a pelo menos 10 anos é a vontade de poder ter a experiencia de ser solteiro morando sozinho. Tenho 30 anos e sou infeliz nesse quesito(existe outros quesitos mas para não fugir do tópico, vou falar deste porque nesse ultimo mês, é o que esta me atormentando a mente. Tenho vontade de morar sozinho, pode andar de cueca, chegar e sair na hora que quero sem dar satisfação, não se preocupar em ter que esconder os sites e revistas playboy de alguém. Pode parecer algo natural ou até normal para qualquer jovem entre 20-30 anos, mas para mim, da casa de onde cresci não é. Desde criança fui criado dentro de casa, minha mãe sempre protegeu eu quando criança (incluindo meus irmãos anos depois) e vivemos sempre na base de obedecer regras. Não que eu tenha problema com regras, ou fui rebelde durante a minha adolescência no passado. Tipo: "vai sair para onde e com quem?", "volta que horas?", "quem são esses colegas?", "não quero saber de encontrar revista de mulher nua em minha casa", "não quero te ver assistindo esses filmes" e por aí vai... São coisas que hoje aos 30 anos e morando ainda com os pais, eu venho tendo consequências e esse fardo está me incomodando já pelo menos uns 10 anos atrás. Já tive amigo na época de escola que seus pais eram bem tranquilos com muita coisa, porque sabiam que era vontades/coisas que todo jovem passa. Tipo, os pais desse amigo da época de ensino médio me mostrou que os pais dele (nessa época) deram uma assinatura da revista playboy, e ele tinha na porta do guarda roupa um poster da modelo da capa. E eu fiquei embasbacado, porque nunca que minha mãe deixaria uma coisa dessas! Nem se meu pai me presenteasse com uma assinatura dessas, ela deixaria passar. E hoje digo que é uma das minhas grandes vontades em poder fazer. Colar na porta do guarda roupa um poster de uma mulher que acho atraente em meu quarto, sem preocupação de nada. Parece bobo, eu sei... Sempre fui tímido na escola, hoje ainda sou, mas melhorei muito. E por minha mãe me privar de poder sair desde novo, isso me atrapalhou durante a faculdade de conhecer outras pessoas e garotas desconhecidas. Por que se eu fizesse , mesmo que por rebeldia, eu iria ouvir aos montes. Por não praticar o "chaveco" durante a adolescência e o inicio da faculdade, hoje luto para conseguir ter uma namorada, o que me dificulta participar do que chamam de "jogo da conquista"por não ter adquirido experiencia. Tem momentos que me sinto um merda por isso... Mas gostaria muito de poder morar sozinho, ter essa experiencia de homem solteiro. Mas por ter sido educado assim, sem experiencia por tentar, hoje tenho duvidas, medo, inseguranças... Ela no entanto, diz me encorajar, ao "modo" dela, mas já disse antes que: "como eu vou me virar sozinho, se a senhora me prendeu o tempo todo?" Tenho vontade de voltar a morar fora do Brasil, ou pelo menos ir para São Paulo, mas aquilo, fico com medo por não ter preparo, já que tenho também o psicológico todo abalado por conta do passado. Tenho outras coisas a relatar, mas no momento, é o que me veio a cabeça durante esses dias. Se vier mais coisas pra me desabafar, complemento através dos comentários.
submitted by wisemann_andy to desabafos [link] [comments]


2020.09.29 05:13 lewminous21 Jogar videogame de madrugada e não deixar ninguém dormir

Minha irmã de 26 anos joga videogame de madrugada online com os amigos dela e não deixa o resto da família dormir.
Isso vem acontecendo há uns 4 anos. Ela também assiste filmes e séries com volume alto e só abaixa quando acordamos e pedimos pra ela abaixar. Ela dorme na sala de casa, pq n tem quarto já que a presença dela não é planejada aqui(sempre se muda, mas dá errado e volta).
Ela fala alto, ri e grita, e nunca mudou. Já passou um dia inteiro acordada (jogando da metade do dia em diante). Ela usa droga também, depois disso nossa vida só piorou. Um dia ela nao deixou ninguem dormir e de manha meu irmão foi pegar o fio que era dele e ela tava usando, ela surtou completamente, tivemos até que segurar ela. Ela faz tratamento psicológico e psiquiátrico agora, melhorou em certos aspectos, mas não nesse.
Vocês jogam com os amigos de madrugada também? Passam por isso? Fazem barulho? Ou são os que tentam dormir em paz?
submitted by lewminous21 to desabafos [link] [comments]


2020.09.13 20:38 BrenoSekiro Bons filmes de terror psicológico?

A maioria dos filmes de terror recentes são feitos apenas por sustos e nada mais... Vocês têm algum bom filme de terror pra recomendar?

Estou anotando todos! Obrigado pelas recomendações!
submitted by BrenoSekiro to brasilivre [link] [comments]


2020.09.11 23:59 Pretty-Gap7378 Doença mental

Sinto que algo não está bem. Sinto um sufoco no peito que não me deixa respirar, um nó na garganta que não se desfaz. Tento, de todas as formas e feitios, encontrar o culpado desta dor que me aflige e sufoca a alma. Após desabafos, fármacos e mais fármacos, concluo que a culpa reside em mim. Durante anos carrego-a como se fosse uma sombra. Persegue-me a cada passo, conseguindo-a ignorar apenas na escuridão. Se há reflexão tenho vindo a fazer ao longo dos meus miseráveis 24 anos de existência é a de que as minhas tentativas de encontrar a culpa do meu sofrimento não me levaram a lugar nenhum, se não antes a piorar a minha própria dor.
Vou-vos contar uma história. Nasci numa pequena aldeia. Apesar de sempre ter vivido nessa pequena e pacata aldeia à beira-mar plantada, nunca senti que aquela fosse a minha casa. Isto porque, em parte, cresci e morei até aos 3 anos de idade numa casa muito pobre, mas cheia de amor, a casa da minha querida avó Maria, numa outra pequena aldeia no campo. Maria do Carmo, de seu nome, é a típica avó que surge nos filmes da Disney, uma senhora idosa e frágil, mas de um coração e bondade enormes. Tal como nos contos de fadas, a minha avó também me ensinou a ser bondosa, respeitar o outro, ter compaixão, a partilhar e sobretudo a amar. Fui muito feliz naquele casebre, onde brincava desde o nascer ao por do sol na natureza, convivia com os animais da quinta e ajudava nas pequenas tarefas que me faziam sorrir.
Com os 3 anos feitos, tinha chegado a altura de entrar no jardim de infância. A adaptação foi fácil, as funcionárias eram carinhosas e faziam-me lembrar de alguma forma a educação e valores transmitidos pela minha avó. Tudo mudou quando chegou a altura de entrar na escola primária. Até aquela data, só conhecia amor, carinho e bondade. Tudo se desmoronou depois, o meu conto de fadas havia terminado. A escola primária localizava-se precisamente na pequena aldeia onde nasci. Aqui as pessoas eram frias e mesquinhas e, tal como os abutres, esperavam sempre a próxima vítima para se poderem alimentar da sua dor. Não possuíam qualquer tipo de cultura e a sua vida insignificante resumia-se a um consumismo desenfreado que lhes trazia, presumo eu, algum tipo de alívio à sua triste existência.
Fui obrigada, por motivos profissionais quer da minha mãe, que trabalhava longe, quer do meu pai, que fazia turnos rotativos, a passar muito mais do que as 8 horas de escola a conviver com aquela gente tóxica. Aos 6 anos de idade, após alguns meses naquela escola e a conviver 12 horas por dia com aquela gente, vim a desenvolver uma depressão infantil. Com muita psicoterapia, consegui ultrapassá-la, mas as sequelas ficaram até hoje.
Ainda hoje culpo a minha mãe por ser ausente e egocêntrica, talvez exagere nas acusações, uma vez que esta nunca me abandonou efetivamente, mas culpo-a por me ter deixado naquele ambiente hostil, que mudou até hoje a minha personalidade e me deixou marcas para sempre.
Este é, possivelmente, o evento mais traumático pelo qual já passei até hoje e sei que provavelmente nunca irei conseguir ultrapassa-lo verdadeiramente. Hoje, em retrospetiva, percebo que a minha depressão se deveu ao facto de sofrer abusos psicológicos por parte das pessoas com quem passava a maior parte do meu tempo e por me sentir indefesa, já que os meus pais estavam demasiado longe para me protegerem. Vou contar-vos um exemplo, durante o intervalo escolar, era hábito as mães dos alunos irem à escola dar os lanches aos seus pequenotes (sim, ouviram bem), elas não tinham trabalho, então dedicavam-se inteiramente a tarefas mundanas para ocupar o seu tempo. Por incrível que vos pareça, eu era a única criança naquele intervalo que não tinha um pai ou avó por perto. Lanchava completamente sozinha, a um canto, como uma pessoa sem amigos. Além destes episódios, nunca tive sorte com as pessoas que me rodeavam que, apesar de crianças, também elas já haviam crescido naquele ambiente tóxico e mesquinho e conseguiam ser realmente más. Uma vez, obrigaram-me a pisar cocó de cão sob a ameaça que iriam dizer aos meus pais que eu me tinha despido em frente a um rapaz da escola (algo que constituía obviamente uma mentira) e eu, indefesa, simplesmente cedi. São feridas que nunca saram, algo que não se explica.
O ambiente familiar também não ajudava, o contraste de uma casa alegre e feliz, a dos meus avós, com a dos meus pais era enorme. Contextualizando, irei descrever-vos brevemente a minha mãe: uma senhora aparentemente simpática e comunicativa, de boa aparência que possui um emprego estável. A realidade: uma pessoa completamente desequilibrada a nível mental que possui algo a que eu classifico como o transtorno dos transtornos, isto porque ela apresenta traços de várias condições psiquiátricas e não há forma de lidar com isso. Primeiro, viciada em compras – o meu pai tem um bom ordenado e ainda assim conseguíamos passar dificuldades todos os meses – depois, acumuladora compulsiva – estão a ver aqueles programas em que as pessoas têm a sua casa amontoada de lixo até ao teto? – sim é isto mesmo, a diferença é que há pessoas aqui para arrumar a casa e que deitam efetivamente as coisas para o lixo. Além disso, é uma pessoa extremamente egoísta e egocêntrica, com características subtis de narcisismo – achar que tem sempre razão, os seus problemas são os piores do mundo, enfim. Isto foi um pequeno resumo, ah e esperem, ela também tem características típicas de síndrome boderline, quando uma pessoa explode por coisíssima nenhuma. Estão a ver o filme aqui em casa não estão?
O meu pai, uma pessoa calma, pacifica, muito perfecionista. O seu maior defeito, ter a minha mãe como sua mulher. É triste dizer isto, mas é verdade.
Depois da depressão infantil, a minha vida não ficou mais fácil, pelo contrário, virou uma catástrofe. A mudança da escola primária para o ciclo poderia ter sido uma experiência positiva, já que iria conhecer pessoas novas, talvez melhores que as anteriores. Isso foi, em parte, verdade, porém o problema é que eu era uma criança muito feia. Quando digo feia não estou a exagerar, cheguei a receber o prémio de rapariga mais feia da escola (a sério), houve um concurso amador feito pelos rapazes da minha turma, que fizeram questão de me fazer chegar o prémio. Desde aí, o clima era terrível, rapazes a gozarem comigo, raparigas a excluírem-me porque não iriam ser amigas de uma pessoa terrivelmente horrorosa, cheia de borbulhas pustulentas na cara e dentes tortos e amarelos.
Quando a puberdade acabou, as coisas começaram a melhorar, e muito. Deixei de usar óculos, deixei de ter borbulhas, o patinho feio tinha deixado de ser assim tão feio. A minha vida deu uma volta de 360º, conheci os amigos que tenho até hoje e estou muito grata por este percurso, apesar de todo o sofrimento que passei durante os meus primeiros 14 anos de existência.
No entanto, de vez em quando, surge esta angústia, esta dor que não desaparece, esta ânsia por culpar alguém, que na realidade não existe. Julgo que não serei capaz de ultrapassar todos os traumas a 100%, mas gostaria de os esquecer, nem que um bocadinho. Há dias que olho para um objeto e subitamente lá surge uma memória ou outra associada a um dos muitos episódios de trauma vividos na infância. É algo que me afeta e afetará para sempre, mas também é algo que me define enquanto ser humano. Sinto-me, apesar de tudo, orgulhosa por ter ultrapassado tudo sozinha e ter conseguido tornar-me na pessoa que sou hoje. Já tive os meus altos e baixos, muito baixos mesmo, dos quais não me orgulho. Mas a vida é mesmo assim, uma aprendizagem. Quem nunca errou?
submitted by Pretty-Gap7378 to desabafos [link] [comments]


2020.08.15 17:00 Surt3p Quanto deve ceder a um relacionamento?

Em 2016 eu conheci uma menina em um aplicativo de relacionamentos, (vamos chamar de Ruivinha) eu com 16 anos e ela me dizia que tinha 16 anos também e eu realmente gostei dela, ruiva, gente boa, dava atenção e engraçada. E depois de meses de conversas era fato que estávamos gostando um do outro, tanto pelas palavras quanto o tempo que dávamos um ao outro, e realmente gostei muito dela, e até que chegou um momento que os dois estavam meio 🔥 e a conversa foi realmente mudando de direção. Depois de muitas conversas e fotos +18 (ironia pq os dois eram menores mas ok kkk) estava um clima bom, e realmente queria a conhecer pessoalmente e tudo mais mas ela sempre dizia que a família era muito fechada e não a permitia sair, mas ela me atentava e mesmo assim tentávamos sair ou de um jeito se encontrar. E eu ocupado com curso Tecnico e colégio fui me afastando aos poucos para focar nos estudos, mas mesmo assim querendo realmente conhecer ela porque gostava. Até que um dia meio que tudo ficou confuso, quando ela mandou umas fotos repetidas +18 e com legenda diferente e tipo nem fazia sentido ela ter mandado aquilo para mim naquela hora. E então descobri que ela realmente tava meio brincando comigo e mais uns 5, e então descobri no mesmo dia que ela tinha 13 anos e iria fazer 14 e eu fiquei realmente confuso e preocupado (e não ela não tinha feição tão jovem e corpo de menina nova, e todas as redes sociais estavam mais velha e até por ligação a voz e vídeo o jeito dava a entender que era mais velha mesmo) e fiz umas das coisas que mais me arrependi na vida porque fiquei com ciúmes e com raiva, criei um Google drive do 0 upei as fotos dela e mandei com um link para a avó e a mãe dela falando o seguinte: “Eu gosto muito dela, nossas idades são diferentes e nada impede de no futuro realmente termos uma coisa séria com mais maturidade, mas eu realmente quero que vocês deem atenção porque ela está se expondo muito na internet e isso pode vazar e conhecendo bem sei que isso pode acabar mal.” A mãe dela me xingou e falou que eu era um cuzao a vó dela me pediu perdão não sei porque, e ficou preocupada e a menina me xingou muiiiito mas muito e no final tudo se acalmou. Passou se uns anos e ela me chamou de novo em meados do final de 2017 e eu tinha terminado o ensino médio e um relacionamento que tive também e eu e a Ruivinha viramos amigos realmente, ela tem muitos problemas psicológicos e eu sempre ajudei como amigo e tudo mais e realmente curtia a amizade nossa, até mesmo que nossas idades era meio diferentes mas ela me respeitava muito e o que tinha acontecido ficou para trás e virou uma amizade tranquila. Mas no final do ano de 2019 mudou muita coisa, ela tava com 16 anos e eu com 19 e ela deu muita moral, e eu me interessei por ela, tínhamos todos mudado muito e eu imaginei que estávamos mais maduros, e um belo dia ela me chamou para comprar material junto com ela, e eu fui na casa dela, conheci os avós que me amam até hoje e mandam figurinha todos os dias kkkkk, a mãe dela também que surpreendentemente gostou muito de mim, e foi um primeiro encontro totalmente diferente mas eu gostei da pessoa que eu encontrei, ela realmente tinha mudado muita coisa, e foi indo assim por vários finais de semana consecutivos, e estávamos em um relacionamento sem nada oficializado, eu conheci toda a família ajudava em o que era preciso, e gostava de estar inserido na família mas umas coisas do relacionamento me deixavam meio intrigado, tipo pela internet ela era muiito 🔥 e juntos ela era outra pessoa, ou o fato dela não gostar muito de beijos e também ter preguiça para qualquer coisa que envolva sair, não demonstrar afeto, ser meio seca as vezes e não termos muitos momentos casal, mas foi isso por 4 meses até o início da quarentena e nós brigarmos por um motivo fútil, estava a 2 anos desempregado apenas fazendo uns bicos, e eu fui contratado em um emprego booom, e eu fiquei feliz com isso que estava lutando a tempos e eu chamei ela para vir em casa comemorar cmg, comer uma pizza com minha família e tudo mais, e depois ver um filme a sós, um momento nosso, e ela me disse a seguinte frase “você só pensa em me comer” “só quer sexo” e eu sem entender nada, ouvi muiita merda (detalhe nunca tínhamos transado antes e eu sou super delicado com esse assunto até por nunca ter acontecido) até aquela história das fotos foi revivida e eu me explodi, cansei disso e terminei com raiva pq ela não sabia o que tava acontecendo comigo depois desse tempo todo saindo da depressão e ter conseguido arrumar um emprego e na hora de comemorar ela me dizer isso. Me magoou muito isso e até hoje não me desce, mas no outro dia parei para pensar e queria conversar disse que não queria terminar realmente mas queria que ela entendesse meu lado, e ela surtou que um dia eu termino no outro quero voltar, não voltamos mas ficou um clima de romance voltando, era apenas se encontrar que rolava algo, mas depois foi meses sem poder ver ela, sem ligação, momentos instável no relacionamento eu querendo ver ela mas nunca era possível e a desculpa de quarentena para mim e churrasco em família todos os finais de semana, mas eu tava conseguindo fazer ela vir em casa no meu aniversário pq realmente estava com sdds dela e é uma data bem especial, (minha família fez o teste para umas coisas e para que eu pudesse ir buscar ela no meu aniversário “dia que estou escrevendo que foi por água a abaixo qualquer animo para esse dia”) e uma semana antes do meu aniversário eu tentando reconquistar ela todos os dias, sendo quem sou e tentando ser bom para ela (muitas vezes fodendo com meu psicológico) e eu descubro que sou um brinquedo que ela usava para destrair e que não era nada mais e que mesmo ela dizendo uma coisa ela tava sentindo outra, e que eu tudo que eu tava fazendo por uma história de 4 anos foi em vão. Brigamos feio e depois que eu desisti de tudo e falei o que realmente tava sentindo e fiz ela se achar um monstro só mostrando coisas que ela fazia e nem se tocava disso, tem indiretas até hoje, eu surpreendentemente estou bem, tenho muitas saudades dos momentos bons mas prefiro meu bem estar mental.
submitted by Surt3p to desabafos [link] [comments]


2020.07.23 03:55 rain21-07 21/07/2020 O maior erro que já cometi.

Olá,eu não entendo como o Reddit funciona direito e nem sei se um dia esse texto vai chegar a Thaynnara Ramalho,ela gosta muito de ver coisas no reddit,então as chances são de 30% pra 70%,mas enfim.
Eu sou só mais uma pessoa que vai contar como eu terminei o meu namoro,e como estou me sentindo sabendo que perdi alguém que me ama (amou) e que se doou 100% no relacionamento. Serei um pouco demorado,então tenham um pouco de paciência,é algo muito pessoal e muito doloroso,já que foi recente,tipo ontem...

Então antes dos afins,quero deixar bem claro que a minha decisão foi só minha,que eu tomei ela por conta própria e que a culpa do termino não foi por erros que cometemos ou algum erro que cometi e decidi me separar,eu só não queria que fosse tão doido,tanto pra mim quanto pra ela,mas infelizmente não existe termino saudável,doí e doí muito,você se pergunta se fez a escolha certa,e pensa e repensa em voltar rastejando,exatamente como eu estou me sentindo agora. deixando isso explicado e resolvido,vou me declarar e me expor,mostrando que eu tenho consciência que atitudes minhas foram toxicas,tanto pra mim quanto pra ela.

Eu conheci a Thaynnara pouco tempo depois da minha ex (não vou citar nome,então vamos chamá-la de "ST") terminar comigo pela 3° vez e ultima vez(teve uma recaída uma semana antes de eu pedir a Thaynnara em namoro) eu errei muito,pequei muito nesse relacionamento com a "ST",inclusive o que fez o nosso relacionamento ir por água a baixo foi eu ter gasto um dinheiro do cartão da tia dela e não ter contado(eu gastei 20 reais e paguei 60 reais,porquê ela passou a perna tbm) mas continuando... foram muitas intrigas,brigas e até agressões físicas por parte dela,isso me destruiu,eu fiquei chorando a semana toda depois que terminamos,eu aprendi muitas coisas com ela,porém disso tudo eu acabei levando magoas,amarguras e desconfiança,sem contar que eu já não me abria sentimentalmente,então me fechei totalmente pro mundo.
Então quando eu conheci a Thaynnara eu não tinha a intenção de ficar com ela,muito menos entrar em outro relacionamento,nesse dia já dito acima,os meus amigos e Paulo Silva(que nem gente é!) incentivaram-me a ficar com as meninas que estavam ali,eu fiquei com três meninas,e uma delas era a Thaynnara. Logo após o acontecido eu mantive contato com ela e com a amiga dela(vamos chamar de "BETA"porém "Beta" na época não tinha se assumido homossexual,e como eu tinha mais apreço pela thaynnara mantive mas contato com ela e marcamos de ir pra outra festa,demorou algumas festas,vários drinques e um video ridículo meu,que eu fiz pra dar de presente,até que um dia rolou,(bem.... quase rolou,eu fiquei nervoso e não subiu)mas sei lá,ela entendeu e a gente ficou pelado um na frente do outro fofocando,rindo e falando mal dos outros,ali... naquele dia,se estabeleceu uma conexão,eu sabia que gostava dela,mas não queria estar em um relacionamento,contudo no geral já estava se encaminhando pra isso,eu levei ela pra minha casa,apresentei ela a minha mãe,e quando ela dormia aqui,a gente ficava deitados apertadinho na minha cama de solteiro,e eu olhava pra ela e sabia que tudo aquilo se encaminhava pra algo maior.(obs: isso me faz sentir muita falta dela,eu estou em lagrimas e parece que o vazio tomou tudo)

E finalmente eu decidi pedir ela em namoro,eu me via sozinho e incompleto quando eu estava sem ela,mas ainda com pé atrás de me meter em uma furada e pensando também nela,já que eu não queria ferir os sentimentos dela,então a "ST" me liga,uma semana antes da minha decisão com a Thaynnara,me chamando pra ir na casa dela "conversar" transamos e ela queria voltar,porém eu só fui porque já sabia que íamos acabar transando e ela também,saí da casa dela chutado,e nunca mais ela entrou em contato.passando a semana eu já tinha me decidido,não era carência,não era necessidade de preencher algo que perdi ou algo superficial, era AMOR,eu realmente amei ela,e esse foi o meu único acerto nesse relacionamento com a Thaynnara.
Eu não vou estender essa estória do meu racionamento parte por parte,fase por fase,então nos parágrafos há baixo vai ser um resumão dessa semana do dia 20/07/2020 á 22/07/2020.

(é vamos pro final de tudo.)
Não teve briga,não teve mentiras,não teve absolutamente nada que me fizesse terminar o meu namoro,nenhum dos problemas anteriores meus e dela fizeram eu tomar essa decisão,eu menti pra ela algumas dezenas de vezes,é isso não é culpa dela,foi falta de caráter meu,(não pontuarei pontos dela,pois ela não está aqui pra se defender) no dia 19/07/2020 foi um dia comum,assistimos filmes,rirmos,comemos bolo de caneca,rirmos mais e assistimos mais filmes,no dia seguinte eu voltei pra casa e abri a lanchonete,até normal,entrei em contato com,a gente conversou, e tava tudo ok,(eu sei que cometi o maior erro da minha vida em questão de relacionamento mais ok,não irei superar.) no dia 21 já à noite,eu mandei mensagem no wpp pra ela falando que queria terminar,fui no menssenge dela e mandei a mesma coisa,logo em seguida ela me ligou,e tudo aconteceu,ela achou que eu estava brincando,que era uma pegadinha,mas não era real,eu fui um babaca quanto a isso,na verdade eu fui um completo babaca quanto a tudo,eu simplesmente disse que queria terminar e que não tinha qualquer motivo além do meu querer, e isso fez com que hoje,exatamente agora ,eu me arrependesse de ter feito isso,porém eu não vou voltar atrás e pedir perdão,não porquê eu sou cabeça dura,mas porque ela vai ficar bem melhor sem mim,e se eu fazer isso só vai balar mais o psicológico dela,o emocional dela e deixá-la mais confusa do que já esta.

EU COMETI O MAIR ERRO DA MINHA VIDA,DEIXEI IR EMBORA A PESSOA QUE ME APOIAVA,INCENTIVAVA,QUE ME AMAVA 100% E QUE FARIA TUDO PRA ME FAZER FELIZ,PERDÃO THAYNNARA,EU FALHEI COM VOCÊ,EU GASTEI O SEU TEMPO E OS SEUS ESFORÇOS E ISSO ME DESTRÓI PORQUE TE AGRIDE DIRETAMENTE. ME PERDOE POR ISSO,EU SOU UM LIXO E VOCÊ MERECE MAIS!
submitted by rain21-07 to desabafos [link] [comments]


2020.07.02 07:20 clathereum2 Psicanálise e protestos II, do Trauma ao Fascismo

Em um artigo encantador da psicanalista e professora da faculdade de medicina da UFRJ, Liana Albernaz, temos à disposição uma bela reunião de ideias que nos ajudam a pensar melhor a estruturação do fascismo e a desigualdade na luta entre os que o erigem e os que estão mais empenhados em lutar contra esse movimento: os traumatizados. O movimento de barbárie acrescida que é a performance fascisizante mostra-se resistente quando atacado porque sua estruturação se dá com a retirada do poder pleno da arma que lhe pode derrubar: o discurso. Tirando a força plena do discurso erige-se fenomenalmente o trauma.
Adicionado a isso, a resistência à simbolização do real que reitera, o tempo todo, que o outro tem algo de mim, algo inquietante que clivei e que não vejo mais, intensifica e distancia ainda mais estes dois polos, fazendo até com que os outros, distribuídos ao longo do espectro trauma-fascismo se sintam perdidos, "na lama", como diz a Liana, e sem saberem limpar-se nessa poça, como pede o Zaratustra, do Nietzsche.
"O bárbaro é aquele que se vê impelido, pela pobreza da experiência, a ir em frente e começar de novo a construir com pouco, de maneira implacável, sem olhar para os lados nem para trás" (Benjamin, 1933/1987a, citado por Albernaz, p.76);
Ao analisar a obra cinematográfica brasileira "Praça Paris", filme no qual uma psicanalista branca atende uma favelada preta, a autora elabora uma interpretação do trauma que põe em relevo e revela o bojo do social na sua perpetuação e manutenção - onde descobrimos também o facismo.
"O elemento fundamental que produz um trauma desestruturante é o desmentido. Este, no modelo do trauma sexual, é a negação ou a indiferença de um adulto diante de uma criança quando ela o procura para simbolizar uma experiência pela qual passou. Os danos provocados pelo desmentido são catastróficos se ainda não está pronta a constituição narcísica do sujeito.
A estrutura do desmentido é triangular: há um adulto agressor, uma criança agredida e outro adulto ao qual a criança pode recorrer. É esse segundo adulto que pode emprestar sentido à experiência da criança. A experiência vivida pela criança, incompreensível para ela, é dotada de tal intensidade que a criança não consegue metabolizá-la por si só. É pura angústia. Ao buscar amparo com um adulto, este pode acolhê-la e significar o acontecido ou falhar nessa função, desmentindo.
(...)
O paradoxo do trauma se sustenta assim: seu destino subjetivador ou dessubjetivador depende do processo de afetação com o mundo, isto é, tanto do sujeito quanto da função terceirizante da rede social que o cerca. O trauma é, portanto, um conceito que está na interface do interno e o externo, do sujeito e da cultura.
A rede de afetação positiva permite processos introjetivos, trocas sensoriais, afetivas e linguageiras, garantindo a impressão de marcas psíquicas, base da potência criativa. Quando a rede de base - que envolve o sujeito e o social - deixa de prover essa possibilidade, o que se vive é o horror manifesto como violência" (idem, pp. 80-81)
Neste belo trecho há um quadro que podemos pensar não como exausto mas como proposta explicativa e instigativa de refletir sobre o quadro fenomenal do trauma. Substitua-se, por exemplo, no triângulo formador do trauma, os 2 adultos pela estrutura que oprime e a estrutura que deslegitima o discurso. Há aí uma espiral desesperadora de produção de desamparo, no qual até mesmo a forma de protestar perde seu vigor afetivo ao atingir os ouvidos que é suposto atingir, porque estes podem considerar esses discursos falaciosos, rancorosos, etc.
O aborto pela boca do pai; a negação dos abusos infantis e de idosos; o abuso de poder contra adolescentes de tez mais escura e mais pobres nas favelas por parte da polícia; a discriminação em relação pessoas de sexualidade diferente da maioria, são ações performativas que estruturam um trauma ao mesmo tempo que possuem o papel do "outro adulto", o Outro, as instituições que deveriam ser ouvidos, mas que desmentem porque puseram um gatilho no lugar do tímpano. Como Adam Phillips trouxe, "o ouvido fala melhor do quê qualquer língua". A recusa a ouvir a realidade da alteridade e da humanidade, do sentimento de "mesmidade" (sameness) presente, em potencial, em todos nós, fundamenta tal interpretação. Dá-se 80 tiros porque se sente mais e mais desconfortável ao perceber, nos momentos finais da retirada de uma vida, que "talvez aquele a ser assassinado não seja tão diferente de mim. Isso não me agrada, logo, atiro mais".
Pôr certas figuras como representantes de discursos é uma resposta afetiva de complexos não bem resolvidos dos indivíduos "normais", com o perdão da palavra. Ao trazer à tona, também, o Freud de "Totem e Tabu" e "Psicologia das massas e análise do Eu", a autora nos relembra do caráter paterno, da transferência do ideal do eu colocado naquele que pensam ser um deles pelas invectivas e discursos permeados de afetos que atacam, com desmesurada força, o que perigosamente se pensa ser objetivamente ruim; onde se pensa haver um consenso nacional. "Vocês também deveriam concordar que bandido bom é bandido morto! Qual a falha nesse argumento! Que importa se outras questões - que nem há consenso sobre serem problemas mesmo ou não - fiquem escanteadas?". Esse discurso periferiza variáveis que a realidade não se atém em mostrar todos os dias: os vieses raciais, sexuais, etc.
Monumentos, estátuas, documentos - a burocracia mesma enquanto monstro kafkaesco que produz as mais alienáveis vertigens e cegueiras à leitura que melhor considera as variáveis explanatória das mazelas sociais - são também uma perpetuação e romantização de morais obsoletas, contumazes à crítica contemporânea dos grupos resilientes que continuam em sua luta pela procura desamparada - enquanto crianças que somos todos nós parcialmente - de um ouvido que as ouça, que não desminta seus traumas cotidianos. Não é preciso um psicanalista pra isso; é preciso um ouvido. Você pode me dizer: "é fácil falar." Deveras. Difícil mesmo é ouvir, ouvir sem criar esse tipo de réplica infértil como um "pensamos diferentemente e tá tudo bem nisso". Mas pensar diferentemente não exclui, de todo, a possibilidade de mutações nas duas diferenças de modo que ao fim de uma discussão, continuem sendo posições diferentes e, ainda assim, mais maduras. De grão em grão.
Trazendo Walter Benjamin, Klein, Ferenczi, Freud, Goethe, Hegel, Arendt, dentre outros, este artigo, de 2018, continua relevante.
Podemos pensar ainda na contribuição de Adorno e Wilhelm Reich para, especialmente, a parte fascista do espectro trauma-fascismo. Não é algo novo a reiteração das ideias alemãs na literatura também. Na obra magna de Jonathan Littell, temos uma conversa curiosa do Aue com um médico dos KL's, (campos de concentração da Alemanha nazista)
"Tive uma conversa interessante com o Dr. Wirths a respeito, justamente, dessa questão da violência física, pois ela me lembrava problemas já encontrados nos Einsatzgruppen. Wirths concordava comigo, dizendo que até mesmo homens que a princípio batiam unicamente por obrigação acabavam por tomar gosto daquilo. 'Longe de corrigir os criminosos empedernidos', ele afirmava com veemência, 'nós homologamos sua perversidade ao lhes conceder todos os direitos sobre os outros prisioneiros. Chegamos inclusive a criar novos entre nossos SS. Esses campos, com os métodos atuais, são um foco de doenças mentais e desvios sádicos; depois da guerra, quando esses homens voltarem à vida civil, teremos um problema considerável nos ombros'. Expliquei-lhe que, pelas minhas informações, a decisão de transferir o extermínio para os campos decorria em parte dos problemas psicológicos que suscitava no seio das tropas designadas para as execuções em massa. 'Tudo bem', respondeu Wirths, 'mas eles apenas deslocaram o problema, principalmente ao misturar as funções do extermínio com as funções correcionais e econômicas dos campos comuns. A mentalidade engendrada pelo extermínio transborda e afeta todo o resto. Tive muita dificuldade para dar fim a essas práticas. Quanto às derivas sádicas, são frequentes, sobretudo entre os guardas, e frequentemente ligadas a distúrbios sexuais.' - 'O senhor tem exemplos concretos?' - 'É raro virem me consultar. Mas acontece. Há um mês, conversei com um guarda que está aqui há um ano. Um homem de Breslau, trinta e sete anos, casado, três filhos. Ele me confessou que espancava detentos até ejacular, até mesmo sem se masturbar. Ele não tinha mais nenhuma relação sexual normal; quando recebia uma licença, não voltava para casa, tamanha sua vergonha. Mas antes de vir para Auschwitz, ele me disse, era perfeitamente normal.' - 'E que fez por ele?' - Nas condições vigentes, não posso fazer muita coisa. Ele precisaria de um tratamento psiquiátrico contínuo. Tentei transferi-lo para fora do sistema dos campos, mas é difícil: não posso dizer tudo, senão ele será preso. Ora, é um doente, precisa de tratamento.' - E como acha que esse sadismo se desenvolve?', perguntei. 'Quero dizer em homens normais, sem nenhuma predisposição que se revelasse apenas nessas condições?' Wirths olhava pela janela, pensativo. Levou um longo momento para responder: 'Esta é uma questão sobre a qual refleti muito, e resolvê-la é muito difícil. Uma solução fácil seria culpar nossa propaganda, por exemplo, aquela com que Oberscharführer Knittel, que dirige a Kulturabteilung, catequiza nossas tropas aqui: o Häftling é um sub-homem, sequer é humano, logo é absolutamente legítimo espancá-lo. Mas não é simplesmente isso: afinal de contas, animais tampouco são humanos, mas nenhum de nossos guardas trataria um animal como trata os Häftlinge. A propaganda é um fator importante, mas a questão é um pouco mais complexa. Cheguei à conclusão de que o guarda SS não se torna violento ou sádico por julgar que o detento não é um ser humano; ao contrário, seu furor cresce e descamba para o sadismo quando ele percebe que o detento, longe de ser um sub-homem como lhe ensinaram, é, afinal de contas, um homem como ele é, e é essa resistência, veja, que o guarda acha insuportável, essa persistência muda do outro, logo o guarda o espanca para tentar destruir a humanidade comum de ambos. Naturalmente, isso não funciona: quanto mais o guarda bate, mais é obrigado a constatar que o detento se recusa a se reconhecer como não-humano. No fim, a única solução que lhe resta é matá-lo, o que é uma constatação definitiva do fracasso.' Wirths se calou..."
Admitir uma postura madura seria perder simbolicamente o pai. Isso assusta. Pressupõe vigilância e pensamento crítico; pressupõe não olhar mais para um outro específico - um governante ou um consanguíneo - como uma altura a se atingir, como um apêndice que externa nossa força e fertiliza nossa fantasia de força e de "his majesty the baby", de outrora, quando éramos indefesos e nos achávamos completos. Além disso, pressupõe, acima de tudo: uma entrada no pacto da alteridade, desconhecimento e mudança perenes, assim como a assunção da não-compreensibilidade completa, porque afinal, alguém que errou em sua escolha política, afetiva, profissional, etc., ao se dar conta disso agora, ao se perceber da obviedade do seu erro agora, também incorrerá no pensamento inevitável: como não vi isso? Por que agi daquela forma? Então, o que sobra de mim? Adicionado aos traumas e complexos dos agressores - porque, não tenhamos medo de dizê-lo: ao dizer que somos todos iguais dizemos que mesmo os indivíduos errados podem estar em sofrimento, um sofrimento que causa esse modo de agir cáustico - temos um cenário caótico de imaturidade afetiva. Com o grau de renúncia necessário para se manter em sociedade desregulado, portanto, contribuindo para uma alocução libidinal desvantajosa e que soma-se ao trauma como fator desestruturante, há de se perguntar, ao invés de "por que protestam assim?" um "por que demoraram tanto a protestar?" A resposta é velha, simples, repetida diversas vezes: é requerida educação. Agora, com uma especificidade: é requerida educação afetiva; encontro e enfrentamento dos demônios para a construção de uma saúde que aumente a força dos excluídos e faça os excludentes repensarem suas ações.
Fontes:
http://www.bivipsi.org/wp-content/uploads/RBP-3-2018-5.pdf (artigo citado);
"As benevolentes", de Jonathan Littell;
"A teoria freudiana e o padrão da propaganda fascista", de Theodor Adorno;
"The Mass psychology of fascism", de Wilhelm Reich;
Praça Paris, da diretora Lúcia Murat.
submitted by clathereum2 to SuturaPsicanalitica [link] [comments]


2020.06.26 20:08 MulherdaWeb Como usar QUIABO para DERRETER a GORDURA DA BARRIGA

Como usar QUIABO para DERRETER a GORDURA DA BARRIGA

Como usar quiabo para emagrecer
Como usar quiabo para emagrecer e perder toda gordura da barriga de forma simples e eficaz. Além disso, o quiabo possui substâncias que te ajudam a emagrecer de forma rápida e eficaz. O quiabo tem um sabor suave e uma textura única, com um penugem de pêssego por fora. Dentro do casulo há pequenas sementes comestíveis. LEIA TAMBÉM↓↓: → Poderoso AFRODISÍACO NATURAL está mudado a vida de mulheres FRIGIDAS Como EMAGRECER 23kg SEM cirurgia nem exercícios.... Método PSICOLÓGICO é capaz de RECUPERAR QUALQUER RELACIONAMENTO em... Composto que "Seca Barriga" e Tira Inchaço Vira Febre em São Paulo! Como REDUZIR 96% das RUGAS Rapidamente Sem... → DESCOBERTO Método NATURAL que ELIMINA Sintomas de MENOPAUSA Tratamento NATURAL está realizando o sonho de mulheres serem mães rapidamente
Este artigo analisará o conteúdo nutricional do quiabo, seus possíveis benefícios à saúde, algumas dicas de receita e possíveis riscos à saúde, e Como Usar Quiabo Para Emagrecer.

O que é quiabo?

O quiabo é uma planta que é conhecida em muitas partes do mundo como ladyfinger ou bhindi, é muito apreciada por causa de suas vagens. O nome científico desta planta interessante é Abelmoschus esculentus. Embora sua origem ainda não esteja clara, a pesquisa diz que poderia ter sido originária do sul da Ásia, da África Ocidental ou da Etiópia, mas o júri ainda está de fora. Além disso, aprenda agora nesse artigo Como Usar Quiabo Para Emagrecer

Origem do quiabo:

O quiabo, conhecido como gumbo em algumas partes da América, é um vegetal de vagem e de erva-moura. O nome científico do quiabo é Abelmoschus esculentus, mas às vezes também é chamado de Hibiscus esculentus. A maioria das pessoas o usa para fazer pratos crioulos, cajun e sopas grossas devido à sua capacidade de aumentar significativamente a consistência do prato. No entanto, o quiabo tem vários benefícios à saúde devido aos muitos nutrientes que contém.

Valor nutricional do quiabo:

O quiabo contém uma grande quantidade de fibra solúvel, que tem contribuições significativas para a boa saúde. Além disso, meia xícara de quiabo cozido ou fatiado fornece pelo menos 10% da ingestão diária recomendada de ácido fólico, vitamina B2 e vitamina B6. O quiabo também contém quantidades significativas de magnésio, vitamina C, vitamina A, potássio, cálcio, ferro, proteínas e carboidratos.

Como usar o quiabo?

O quiabo é usado em pratos em todo o mundo. Sua popularidade está aumentando o tempo todo, principalmente devido aos seus vários usos. Os diferentes usos incluem:
  • Como um vegetal em conserva;
  • Como ingrediente em sopas e acompanhamentos;
  • O óleo extraído do quiabo também pode ser utilizado como óleo vegetal;
  • A água de quiabo é usada como uma terapia alternativa e tradicional para o diabetes.

Benefícios do quiabo para saúde:

1. Melhorar a digestão: Um estudo mostrou que extratos de Como Usar Quiabo Para Emagrecer inibem a adesão de Helicobacter pylori no intestino. Isso impede que as bactérias se espalhem no intestino. Assim, o quiabo pode ajudar a prevenir uma série de complicações digestivas. Além disso, outro estudo mostrou que o quiabo ajudou a diminuir as contrações musculares gástricas no início da digestão e aumentou depois de três horas. Isso ajuda significativamente na absorção adequada de nutrientes. O mesmo estudo também mostrou como usar quiabo para emagrecer diminui o tempo que leva para o sistema digestivo se esvaziar. O quiabo é rico em fibras insolúveis, essencial para manter intacta a saúde do trato intestinal. Devido ao seu alto teor de fibras, o quiabo é útil para auxiliar o laxamento. A fibra aumenta o peso das fezes, o que facilita a defecação. A fibra também pode prevenir a constipação porque, ao adicionar o peso das fezes, a fibra diminui o tempo que leva para as fezes passarem pelo trato intestinal. 2. Prevenir diabetes: Vários estudos demonstraram que extratos de como usar quiabo para emagrecer possuem atividades anti-hiperglicemia, que podem ser extremamente úteis no combate ao diabetes. O alto teor de fibras do quiabo é eficaz na regulação do açúcar no sangue, o que tem implicações significativas na saúde de indivíduos que sofrem de diabetes. A fibra afeta a taxa na qual o corpo absorve o açúcar do trato intestinal. Um estudo mostrou que a fibra também ajuda a reduzir os níveis de açúcar no sangue, retardando o processo de assimilação do açúcar, que ocorre no intestino. Um grande estudo multiétnico realizado no Havaí demonstrou que a alta ingestão de fibras na dieta reduziu significativamente o risco de diabetes tipo II. Também foi estabelecido que o quiabo pode ajudar a prevenir doenças renais associadas ao diabetes. Estudos demonstraram que quase 50% dos danos nos rins geralmente são resultado de diabetes. LEIA TAMBÉM↓↓:
→ Nova fórmula emagrecedora choca labóratorios brasileiros e..
. Fertilidade acessível: Casais de baixa renda apostam em...
→ Casal EMAGERCE 86KG com a "Ajudinha" de Cápsulas 100% Naturais...
→ DESCOBERTO: Composto 100% NATURAL que Revoluciona a libido Feminina!
→ Mãe de dois filhos perde 20kg em 22 dias e dá um susto na família... 3. Reduzir doenças cardíacas: O quiabo é uma boa fonte de fibra alimentar, e estudos mostram que a fibra reduz o risco de doenças cardíacas nas coronárias e de doenças cardiovasculares. Isso ocorre porque ajuda na redução dos níveis de LDL, que é o colesterol ruim. É importante notar que a fibra pode reduzir os níveis de LDL no sangue sem afetar os níveis de colesterol HDL, que é o bom colesterol. Em particular, o quiabo contém uma quantidade significativa de fibra viscosa, a pectina, que estudos mostram que reduz os níveis elevados de colesterol no sangue, regulando a fabricação de bile no organismo. Também foi demonstrado que a fibra reduz os níveis de pressão arterial em indivíduos que sofrem de hipertensão. A pressão alta é um fator de risco significativo para doenças cardiovasculares. 4. Melhorar a visão: As vagens de quiabo são ricas em vitamina A e beta-caroteno, e estudos demonstraram que esses nutrientes são essenciais na prevenção da degeneração macular relacionada à idade. Além disso, o quiabo contém quantidades significativas de vitamina C, o que ajuda na formação de colágeno nos olhos e evita o estresse oxidativo no tecido ocular. O quiabo também contém luteína e zeaxantina. Que são os únicos carotenoides encontrados na retina e na lente. Esses nutrientes evitam danos oxidativos na retina alimentar de carotenoides pode diminuir significativamente o risco de degeneração macular relacionada à idade. Os quiabos contêm carotenoides, como zeaxantina, luteína e beta-caroteno, além de vitamina A e C, os quais têm um papel importante na manutenção da saúde ocular. 5. Eliminar os radicais livres: Outro estudo também descobriu que as sementes do quiabo eram ricas em compostos fenólicos, que demonstravam atividades significativas de eliminação de radicais livres. O quiabo também contém altos níveis de vitamina C, que é considerado um dos antioxidantes mais importantes do corpo. Ele elimina os radicais livres no corpo e evita danos oxidativos e estresse. Os quiabos também são ricos em luteína e zeaxantina, que provaram ser antioxidantes eficientes, especialmente nos olhos. 6. Beneficiar mulheres grávidas: O quiabo é um alimento rico em cálcio, e um estudo mostrou que a ingestão de alimentos ricos em cálcio durante a gravidez leva ao nascimento de crianças com maior conteúdo mineral ósseo. O quiabo também é rico em folato, e pesquisas mostram que mulheres grávidas com maior status de folato durante a gestação deram à luz crianças com maior densidade mineral óssea. Estudos também indicam que um aumento na ingestão de folato durante a gravidez tem efeitos benéficos no tempo de gestação, no peso da placenta e no peso do recém-nascido. Pesquisas também mostraram que o folato é essencial quando se trata do crescimento e desenvolvimento adequados do cérebro do feto. 7. Prevenir contra substâncias toxicas: Foi demonstrado que o quiabo possui propriedades hepatoprotetoras contra alguns dos produtos químicos comuns que causam doença hepática. Um estudo mostrou que o quiabo reduziu significativamente o nível de tetracloreto de carbono no organismo, oferecendo hepatoproteção. Os quiabos também contêm vitamina C, e investigações científicas revelaram que a vitamina é eficaz na proteção do corpo contra toxicidade por chumbo, arsênico, cádmio e mercúrio. 8. Fortalecer os ossos: O quiabo contém uma quantidade significativa de cálcio, quase 5% da ingestão diária recomendada de minerais. O cálcio da dieta é essencial na promoção de alta densidade mineral óssea em pessoas, principalmente em mulheres na pós menopausa e idosos. Estudos mostram que uma dieta rica em cálcio em mulheres grávidas contribui para um melhor crescimento esquelético e densidade de massa óssea na prole. Outro estudo publicado mostrou que crianças que sofriam de deficiência de cálcio apresentavam maior risco de desenvolver fraturas antes da puberdade. Vários estudos demonstraram que a alta ingestão de alimentos ricos em cálcio pode ajudar na prevenção de perda óssea, fraturas e osteoporose em adultos. Estudos demonstram que a disponibilidade de cálcio é essencial para a mineralização óssea e sua deficiência resulta em raquitismo em crianças e osteomalácia em adultos. 9. Ajudar a emagrecer: Devido ao seu alto teor de fibras, o consumo de quiabo pode ajudar no controle de peso. Estudos demonstraram que a fibra é eficaz no aumento da saciedade e saciedade, o que pode ajudar as pessoas a evitar excessos, o principal contribuinte para o ganho de peso e a obesidade. Estudos também mostraram que a ingestão regular mais alta de fibra pode ajudar a diminuir o peso corporal e que as pessoas que ingerem mais fibras em sua dieta geralmente pesam menos do que aquelas que ingerem pouca fibra. Pesquisadores demonstraram que a ingestão alimentar de cálcio de fontes alimentares, como o quiabo, reduz diretamente os níveis de gordura armazenados no corpo. Os cientistas também especulam que uma deficiência alimentar de cálcio no organismo pode resultar em aumento da fome, o que pode afetar as tentativas de perda de peso. 10. Aliviar os sintomas da TPM: Devido ao seu alto teor de cálcio, o quiabo pode ajudar a prevenir ou controlar os sintomas da TPM. Estudos demonstraram que o aumento da ingestão de cálcio na dieta reduz as flutuações de apetite, fadiga e depressão em mulheres com TPM . O quiabo também contém quantidades relativamente altas de vitamina B6 e magnésio, cujos estudos mostram que são eficazes na redução da gravidade da síndrome pré-menstrual. Esses sintomas incluem depressão, ansiedade, dor de cabeça, dor lombar, inchaço e micção frequente. Estudos demonstraram que um aumento na ingestão de magnésio durante a menstruação pode ajudar a reduzir o ataque de enxaqueca. O triptofano, um aminoácido essencial encontrado nos quiabos, é eficiente no tratamento de sintomas relacionados ao Transtorno. Esses sintomas incluem irritabilidade, alterações de humor e disforia.

Como quiabo ajuda a emagrecer?

Como usar quiabo para emagrecer é uma dúvida frequente. O conteúdo de gordura no quiabo é de 0,3 g, ou menos de 1% do valor diário de 65 g do USDA. A gordura é um nutriente que fornece um alto número de calorias na dieta 9 para cada grama de gordura. Em comparação com 4 para carboidratos e proteínas. Incluir não mais do que a necessidade diária de gordura na dieta é importante para evitar o ganho de peso. Como mencionado anteriormente, o quiabo é rico em fibras. A fibra encontrada no quiabo atua como combustível para as boas bactérias encontradas em nossas barrigas, que auxiliam na digestão da gordura. A fibra ajuda a transportar a gordura para fora do corpo e, ao mesmo tempo, ajuda a regular o açúcar no sangue. O quiabo também tem a capacidade de absorver água, o que significa que, quando você come quiabo, retém o excesso de colesterol, bílis e toxinas e ajuda a eliminá-las através de processos normais do corpo. Ele também é uma grande ajuda na prevenção de constipação, inchaço e gás.

Receita com quiabo para emagrecer:

Água de quiabo para emagrecer:

Ingredientes:
  • 500 g de quiabo
  • 350 ml de água
Modo de Preparo: 1. Apare as pontas de 4 quiabo e faça uma fenda longa em cada uma.2. Enxágue 4 quiabo e coloque-os em uma tábua.3. Em seguida, use uma faca para cortar as duas extremidades de cada quiabo. 1. Descarte as pontas e faça 1 fenda longa e rasa em cada quiabo.4. Coloque o quiabo em um copo de água.5. Despeje a água em temperatura ambiente em um copo grande e coloque o quiabo nele.6. Deixe o quiabo de molho durante a noite em temperatura ambiente.7. Você pode colocar uma tampa no copo ou cobri-lo com filme plástico para que nada caia na água.8. Deixe o quiabo por cerca de 24 horas para amolecer e infundir a água.9. Esprema a mucilagem em um copo novo.10. Despeje a água infundida no copo novo e mexa a mistura.11. Despeje lentamente a água que o quiabo absorveu no copo com a mucilagem.12. Em seguida, mexa delicadamente para que a mucilagem seja incorporada. LEIA TAMBÉM↓↓:
→ Nova fórmula emagrecedora choca labóratorios brasileiros e...
Fertilidade acessível: Casais de baixa renda apostam em...
→ Casal EMAGERCE 86KG com a "Ajudinha" de Cápsulas 100% Naturais...
→ DESCOBERTO: Composto 100% NATURAL que Revoluciona a libido Feminina!
→ Mãe de dois filhos perde 20kg em 22 dias e dá um susto na família...
submitted by MulherdaWeb to u/MulherdaWeb [link] [comments]


2020.06.01 14:23 Almadart mandaram-me no whats

[1/6 08:49] Moisés: ue, tem desigualdade de sexo, de local, de nação, de família, de tamanho, de educação, de psicológico, de acesso a todo tipo de coisa
tu acha q nao vai ter desigualdade de pele [1/6 08:49] Moisés: KKKKKKKKKK [1/6 08:50] Moisés: por isso q eu nem consigo ser contra a casta da india direito [1/6 08:50] Moisés: só de esquerdo [1/6 08:50] Moisés: e ainda por cima só pq eu sou budista [1/6 08:54] Moisés: vulgo internetlivre [1/6 09:06] Moisés: muito facil traduzir a gente vendo filme com gente branca gratuitamente pra racismo se vc pensar que tem dezílias de negros a menos nas telas do cinema [1/6 09:07] Moisés: E lembrar que na epóca do nazismo fazia-se propaganda
Só isso já explica [1/6 09:16] Moisés: Próxima vez que vc ver um anúncio pense pra onde vai a sua experiência e onde ela se traduz em Dor. [1/6 09:16] Moisés: com D gigante.
submitted by Almadart to brasil [link] [comments]


2020.05.30 00:43 Skyggen-Kriger Acho que desperdicei minha vida e não consigo sair de casa para mudar isso

Tenho 17 anos. Quando a minha apatia começou, eu não compreendia o que me fazia ver tudo de forma tão vazia. Talvez tudo tenha se originado dos meus problemas na escola. Sempre fui um covarde, e eu não conseguia por um fim no tormento que outros alunos me acometiam. Eu achei que trocar de escola fosse resolver o meu problema, mas o ambiente da escola religiosa cujo entrei posteriormente era tóxico demais pra mim.
Nunca fui religioso. Sinto que meu ateísmo - algo tão desprezado pela sociedade - me acompanha desde meu primeiro questionamento metafísico sobre a natureza da moralidade humana. Na época, ainda nem entendia o conceito dessas palavras. Seja o fato de ser ateu em uma escola religiosa ou meu comportamento inocente que me acompanhava desde a infância, essa nova escola ainda me trouxe problemas.
Nunca tive muitos amigos. Alguns posso dizer que eram pessoas de bem. A maioria eram apenas oportunistas ou pessoas que eu julgava agradáveis o suficiente para não me encrencar como de costume. Nessa escola, não foi diferente, e o constante conflito de ser obrigado a frequentar um lugar a qual eu desprezava repleto de pessoas que eu desprezava ainda mais fez com que minha ansiedade atingisse um pico cujo tornou meus problemas na escola o menor deles.
Acho que o principal agravante da minha ansiedade e depressão foram as preocupações infundadas. Transtornos psicológicos podem trazer diversas somatizações ao corpo físico, e meu cérebro estava incessantemente buscando algo para me preocupar. Esses sintomas físicos em resposta a minha condição mental me fizeram crer que eu estava com alguma doença, e em pouco tempo minha ansiedade se agravou ainda mais com essa condição hipocondríaca absurda. Isso aumentava a somatização dos meus sintomas e esse processo se retroalimentava. Até hoje me preocupo se algo ruim pode acontecer. E não parou nas doenças.
Com o tempo, cada vez mais coisas ínfimas se tornavam uma tempestade caótica na minha cabeça, mesmo sobre coisas que fogem do meu controle. Questionamentos filosóficos simples que qualquer pessoa teria sobre a "origem do universo", ou algo do tipo, tomam proporções emocionais da descoberta de uma doença terminal. Não são crises existenciais. Eu lido bem com a insignificância em relação ao universo. O que me aflige é a maldita sensação de que eu não compreendo as coisas. Seja uma dúvida simples que pode ser saciada lendo um livro científico, seja um questionamento metafísico que está além das minhas capacidades, mesmo sendo irrelevante para minha sobrevivência, isso me quebra mentalmente. Eu não sei lidar com dúvidas. Eu preciso encontrar um sentido nas coisas, algo que um raciocínio lógico possa resolver, e as vezes esses questionamentos sobre coisas irrelevantes e que eu sei que são impossíveis de serem compreendidas acabam se tornando debates intermináveis e torturantes na minha cabeça. Penso que talvez seja um tipo de TOC, mas não ouso afirmar algo sem o conhecimento devido.
Algo irônico sobre isso talvez seja meu ceticismo. Por mais que procure respostas, eu nunca me contento com qualquer uma. Por isso não sou religioso e provavelmente nunca serei, desde que mantenha meus questionamentos dentro do limite falseável.
Enfim, sem divagar. Eu falei que a escola era ruim, não é? Pois é, eu a larguei antes de começar o ensino médio. Isso foi a primeira coisa que me fez questionar se já é tarde demais pra garantir um bom futuro na minha vida. Sei que há formas alternativas de terminar o ensino médio, - e é isso que irei fazer - mas o grande problema que me acompanha atualmente é a apatia total. Antes, eu não tinha interesse em sair de casa, coisas simples. Hoje, não consigo assistir um filme, ler um livro, praticar exercícios, e o máximo que consigo com todo o esforço que me resta é tentar estudar algo de relevante, mesmo que um pouco. E, curiosamente, não é o peso de ter que estudar todo o ensino médio sozinho e depois ter de fazer duas provas para garantir que aprendi que me motiva. Em meio a situação atual do país, no desgoverno que estamos enfrentando (se você é fanboy de político não enche o saco), a pseudo-ciência está imperando nas redes sociais, e quanto mais eu vejo pessoas de influência divulgando palhaçadas conspiratórios como terra plana, anti-vacina e negacionismo climático com mais raiva eu fico: o mais próximo de um sentimento normal que eu tenha atualmente. Mas é uma faca de dois gumes: se por um lado isso me impulsiona a alguma motivação, a raiva acaba agravando minha ansiedade, o que me faz questionar o que devo fazer: me manter antenado nas redes sociais para garantir um último resquício de sentimento que eu tenho ou me abster de acompanha-las para que meu nervosismo não piore? Pode haver um meio termo entre isso? Eu não sei.
Mas o pior de tudo, fica para o final. Toda essa apatia me tirou tudo que eu tinha, e o resultado? Eu estou preso em casa a mais de dois anos. Por um lado, acho engraçado as pessoas reclamando de alguns meses em casa nesse período de quarentena. Por outro, me sinto um merda por isso. Eu não falo com ninguém que não seja minha mãe ou meu pai a tanto tempo que perdi a conta. Por mais que eu odeie admitir, contato humano está fazendo falta agora, e eu não posso evitar isso. Somos primatas, e primatas são animais sociáveis. E por isso as vezes sinto que eu nasci no corpo errado. Por que não um tigre? Uma onça? Ou um leopardo? Acho que ser um grande felino solitário não me faria lamentar minha péssima habilidade social e meu desejo de ter algum amigo de verdade para conversar.
Eu sei o que estão pensando. "Ah, você ainda tem seus pais". É verdade, mas não posso deixar de culpa-los por grande parte dos meus problemas de hoje. Desde meus primeiros sintomas de ansiedade no meu primeiro colégio, eles sempre estavam lá para me culpar pelos meus problemas sociais. A atitude arrogante e irritada do meu pai e a hipocrisia vitimista, manipuladora e conflituosa da minha mãe sempre me incomodaram. Pessoas imutáveis que nunca aceitam que estão erradas me irritam demais. E eles não estão realmente preocupados em ajudar, então eu estou sozinho. A menos que comprar remédios seja alguma ajuda da minha mãe, mas considerando que dos vários que já tomei NENHUM teve efeito algum, eu acho que posso ignorar isso.
E depois desse longo texto que ninguém irá ler a minha dúvida é a seguinte: eu perdi a minha adolescência sem trocar palavras com ninguém ou realizar algo desde os 15 anos. Ainda há esperanças para mim? E se eu resolver sair de casa quando esse caos pandêmico acabar, a onde eu deveria ir? Eu não tenho amigos, com quem eu poderia me encontrar? COMO eu posso encontrar alguém para me relacionar naturalmente e ONDE? Eu não tenho IDEIA de como humanos constroem relações sociais... Porra. Por que eu tinha que ser um humano?
submitted by Skyggen-Kriger to desabafos [link] [comments]


2020.05.28 03:41 stonnelipa ESTOU PARALISADO DE MEDO DO FUTURO

Bem, tem sido meses difíceis para mim, como para todos, imagino, porém venho sofrendo com esses problemas a algum tempo e agora eles se acentuaram. Meu pai faleceu quando era criança e desde então só sou eu, minha mãe e minha irmã (que possui problemas psicológicos). Nao passamos necessidade mas somos classe media baixa, nao temos nenhum luxo, nem msm carro. Agora, estou acabando direito, estou no nono período, e sinto uma pressão esmagadora em meus ombros, mt em parte por minha mãe, que não tenho bom relacionamento, não ter mt responsabilidade e não ter nenhum planejamento para o futuro, colocando todas as fichas em mim, como se eu fosse ter, com certeza, bastante dinheiro, e condições de cuidar delas. Mas não me sinto assim, só queria ter mais segurança e apoio emocional pra enfrentar tudo (tenho TCC, OAB e sou estagiário com mts funções) mas não é isso que acontece e tenho que encarar tudo sozinho, com mt pressão e sem nenhum escape. Agora na quarentena vejo as pessoas estudando, fazendo TCC, mas eu não consigo, toda a situação junto com corona e governo federal imbecil me abraçou e me sufoca, eu só quero assistir a filmes e jogar pra esquecer de tudo, mas me sinto culpado, pq toda minha vida fui ensinado a ter responsabilidade e que deveria cuidar dos outros. Mas não consigo, cada vez mais a ansiedade vai aumentando e eu vou me sufocando. Não sei nem se eu gosto desse curso, sinto não saber de nada, que não tomei nenhuma decisão por mim mesmo, sinto medo, sinto que não posso escolher, do que vale viver a vida dos outros?
submitted by stonnelipa to desabafos [link] [comments]


2020.04.16 21:57 KunitoRabbit A pessoa mais odiada da cidade

Oi, esse título te chamou atenção, né? Mas, não é uma mentira, eu provavelmente sou a pessoa com a pior reputação da cidade, tudo por causa da minha mãe e das minhas doenças psicológicas.
Eu tenho 18 anos, moro em uma cidade de interior, fui diagnosticado com depressão hereditária aos 13 anos, se isso já não fosse ruim o bastante, dos 13 até os 18, consegui mais um monte de problemas psicológicos por conta de parentes e pessoas que me fizeram mal, principalmente a minha mãe.
Eu fui adotado aos 2 anos de idade, porque minha mãe de sangue não tava conseguindo se manter estável emocionalmente e financeiramente depois que o meu pai cometeu suicidio. A pessoa que me adotou, e atualmente é a minha mãe, sempre foi uma pessoa extremamente abusiva e violenta comigo, além de ser uma mulher extremamente soberba, egocêntrica e mentirosa. Ela me criou a base de violência fisica e psicológica, chegando a me agredir e me fazer virar a noite trancado no banheiro depois de tomar uma surra, mesmo que eu não tenha feito nada, além de inventar muitas mentiras sobre mim desde sempre pras pessoas, pra fazer ela parecer ser uma mãe exemplar cuidando de um garoto problemático. Eu cresci tendo que aprender a fazer tudo sozinho, aprender o caminho pra escola (deixar uma criança de 6 anos ir pra escola sozinho a pé não é uma boa ideia, tive sorte de nunca ser sequestrado ou atacado por alguém) aprender a cuidar de machucados ou doenças, (ela não me dava remédio algum quando eu ficava doente ou me machucava, então eu tinha que contar com a sorte e rezar pro meu sistema imunológico ser mais forte que a doença que eu contraia) além de sempre me deixar trancado em casa quando ela saia, até mesmo a noite (as vezes ela saia a noite e só voltava no outro dia, eu tinha muito medo do escuro porque meus vizinhos me forçavam a assistir filmes de terror muito violentos, eu chegava a acordar de madrugada sozinho em casa e ficar chorando encolhido no canto da parede, rezando pra que nenhum demônio me encontrasse)
quando eu completei 13 anos, eu já era crescido demais pra minha mãe conseguir me bater, então ela descontava isso em xingamentos e difamação contra minha pessoa. Nessa época eu era amigo de um guri que pertencia a uma das familias mais ricas da cidade, a mãe dele me adorava,porque eu sempre era muito comportado e educado como visita. Um dia a mãe desse guri me levou junto com ele pra um parque aquático e me perguntou seriamente se ela queria que ela me adotasse, parecia uma oportunidade maravilhosa, não é? E realmente era, dinheiro, familia legal, mansão, realmente uma vida dos sonhos... mas eu neguei, mesmo com tudo que a minha mãe fez comigo, eu não queria "fugir" pra outra familia, porque eu achava que podia mudar o tipo de pessoa que ela era, e não queria a abandonar, mas eu tava errado, ela não mudou nada.
1 ano depois, com meus 14 anos, na noite anterior ao meu aniversário, eu estava com fome, não tinha janta feita, então perguntei a minha mãe onde estava o copo da cafeteria, porque eu iria comer biscoitos com café e tentar dormir, ela não me disse onde estava porque não queria que eu tomasse café, eu acabei encontrando o copo, e quando ela viu, tentou tomar ele das minhas mãos, eu falei que não ia largar porque eu queria comer, ela deu um soco na minha cara e eu a empurrei, ela começou a surtar e gritar, chorar e pedir ajuda dizendo que eu estava tentando matar ela, os vizinhos chamaram a policia, e quando eles chegaram, eu estava no meu quarto tomando café sentado na minha cama, entraram no meu quarto, e quando tentei explicar o que aconteceu, eles me puxaram pelo cabelo e começaram a me agredir de todas as formas, socos, chutes, cacetetes, 3 policiais enormes batendo em um garoto de 14 anos, eu não revidei, e ela sequer pediu pra eles pararem, quando se cansaram de me bater, me algemaram e me jogaram na cela do camburão. No caminho pra delegacia, eles começaram a falar coisas sobre parar pra me bater mais, sobre eu ser um merda que merecia morrer, nesse momento eu senti uma raiva enorme e comecei a gritar "vocês não entendem nada! Se acham os donos da justiça porque estão fardados, decidem quem é o culpado e a vitima só pelo que agrada vocês! Como podem falar de mim e dizer que mereço morrer se não sabem nem o meu nome!" Então, eles só me mandaram calar a boca e ameaçaram por uma arma na minha cara se eu não parasse de falar, quando chegamos a delegacia eu apanhei mais um pouco e tive que passar a noite na cela da delegacia, algemado. Esse foi o dia do meu aniversário, apanhei, sofri injustiça e descobri que o mundo não é menos cruel contigo mesmo que você seja o injustiçado. Eu abandonei o colégio que eu estudava, porque no dia seguinte a minha mãe retirou a queixa e eu pude voltar pra casa, fui pra escola, não contei nada pra ninguém do que aconteceu, e usei roupas largas e faixas por baixo da roupa pra esconder os hematomas e os cortes, infelizmente no meio de uma das aulas uma das minhas amigas de sala viu um hematoma enorme no meu pescoço e começou a me questionar oque tinha acontecido. O pessoal começou a me questionar junto com ela, eu peguei minha mochila e fui embora, parei de ir a escola porque não queria virar preocupação ou um problema pra ninguém. Não Queria incomodar as pessoas com os meus infortúnios, a semana inteira definitivamente foi a pior que vivi, virei noticia na rádio e no jornal da cidade, porque minha mãe distorceu a história e contou pra todo mundo que tentei matar ela por um motivo fútil, além de algumas pessoas que eu considerava amigos, se afastarem de mim e inventarem boatos pelas minhas costas. Fazendo assim eu me tornar a pessoa mais odiada da cidade.
Mas essa é só uma ponta das coisas ruins que já aconteceram comigo, e nem foi a ultima vez que eu acabei indo parar na delegacia. Se quiserem saber mais sobre as doenças que tenho ou as outras histórias, podem pedir ai embaixo.
Desculpem por ter feito um texto tão grande, é a minha primeira vez contando algo da minha vida pra alguém, e obrigado por ler!
submitted by KunitoRabbit to desabafos [link] [comments]


2020.04.13 06:07 mr_ventonegro Você já passou por algum tipo de abuso? Se sim, isso teu traumatizou ou impactou tua vida?

Explicando rapidamente: eu tinha uns 6 ou 7 anos, não lembro ao certo, e fui abusado pelo professor de música com quem estudava. Foi um negócio rápido. Em um aula onde estava com dificuldades ele me colocou sentado no colo dele e ficou me alisando. Na sequência das aulas esse alisamento começou a ficar direto no ânus, até que um dia ele me levou pra um quarto escuro da casa - era uma cidade pequena, onde ele usava uma casa que foi cedida pra ele dar aulas - com a desculpa de que queria ver o tamanho do meu pênis. Eu, na inocência, fui. Mostrei o meu, ele o dele. Aí ele sentou em um banco que tinha nesse quarto, me puxou e me virou de costas e começou a esfregar o pênis dele na minha bunda até gozar. Eu tinha plena ciência do que estava acontecendo. E o pior, eu lembro dele perguntar se eu estava gostando e eu responder que sim. E eu lembro mesmo de gostar. Eu desenvolvi a minha sexualidade muito cedo. Com 4 ou 5 anos eu ficava de pênis ereto quando via cenas de sexo em filmes na tv, mesmo que não soubesse do que se tratava. Com essa idade eu adorava acariciar meu próprio ânus e colocar o dedo nele. Com 6 ou 7 já sabia do que se tratava.
Nesse dia, quando a "aula" acabou, eu lembro de voltar caminhando pra casa - como eu falei, morava em uma cidade pequena de interior - e ficar pensando "Meu, o cara me comeu e eu gostei!". Nunca contei isso pra ninguém. É a primeira que vez que toco no assunto e muito por curiosidade. Toda a historia de abuso que eu já ouvi alguém falar, impactou negativamente a vida da pessoa abusada. A minha própria companheira, que sempre foi a mulher dos sonhos na cama, há alguns anos atrás teve uma lembrança de um abuso cometido por um primo que a mudou completamente.
Eu sempre tive ciência do que aquele professor fez naquele dia. E nunca senti que isso afetou o meu psicológico ou alguma coisa importante na minha vida. Pra dizer a verdade, às vezes acho que o lance da minha sexualidade precoce juntamente com a situação do abuso ajudou a eu entender minha sexualidade desde cedo. Eu nunca tive tabu com nada. Na adolescência eu pegava várias gatinhas, de vez em quando pegava uns caras, tudo no mesmo círculo de amizades. Rolavam piadinhas, outros brothers perguntando se o que eles tinham escutado era verdade e eu só respondia que se ia mudar alguma coisa na amizade, então não tinha acontecido. Se não ia, então tinha. Eu nunca me assumi como bissexual, mas também nunca me privei de nada.
Será que eu sou o único esquisito que passou por um abuso e não desenvolveu um trauma ou foi impactado negativamente por causa disso?
submitted by mr_ventonegro to desabafos [link] [comments]


2020.02.13 23:01 Charles_Bronsonaro Retratos do abuso infantil

Retratos do abuso infantil

11 desenhos de crianças indefesas que indicam que elas sofreram abuso sexual

Qual é o sentimento que surge dentro de você quando fica sabendo que crianças indefesas passaram por situações tristes de violência sexual? Você saberia identificar que uma criança está sofrendo violência sexual? Imagine o quanto essas crianças estão marcadas por essa injustiça. Existem sinais simples que podem identificar que uma criança está sofrendo essa atrocidade.
https://preview.redd.it/qldge97kirg41.png?width=280&format=png&auto=webp&s=1055642412655c7763d4aef22bb0f2f84e28ac45

Abuso sexual infantil e desenhos, o que eles tem a ver?

Os desenhos são uma das brincadeiras favoritas das crianças durante boa parte da infância. Muitas delas se divertem e esquecem-se do tempo enquanto deixam a imaginação ganhar forma através do papel e do lápis.Coloridos ou não, os desenhos por mais simples e singelos que possam parecer ajudam no desenvolvimento da criança durante os primeiros anos de suas vidas.Mas, além das vantagens e benefícios do ato de desenhar já conhecidas, os desenhos podem ser uma grande fonte de informações sobre a criança.
https://preview.redd.it/k9egikdmirg41.png?width=280&format=png&auto=webp&s=629293b4fe81349fd6c3c4d745170a8bd4d2fe09
Os traços desconjuntados ou os bonecos disformes podem trazer revelações chocantes sobre experiências das crianças.Em uma exposição comovente, psicólogos e psiquiatras revelaram a triste realidade de crianças que foram abusadas através dos relatos feitos por elas mesmas através de desenhos.Muitas delas tinham vergonha de contar o que haviam sofrido nas mãos dos abusadores, por isso os profissionais usaram o método dos desenhos para identificar verdadeiramente os traumas sofridos pelos pequenos.

11 desenhos impactantes e sua história


Desenho 1

Este desenho é o retrato de um pai na visão do Fernando, um menino que foi abusado desde muito pequeno.Na visão do menino o pai era como um demônio alcoolizado e viciado em jogos caça-níqueis.

Desenho 2

Este é o desenho do Andreu, um menino de 8 anos que foi abusado desde os seus 4 anos pelo padrasto. No desenho ele se retrata em pânico diante do abusador. Segundo o psicólogo um fator marcante no desenho são os botões da camisa e o zíper da calça, no autorretrato a criança destaca os dois detalhes das roupas que eram o alvo do abusador.

Desenho 3

Elena, de 6 anos faz um relato comovente. Ela desenhou a mãe e a avó em tamanhos bem grandes.Segundo o psicólogo, este detalhe mostra que a menina se sente protegida e segura ao lado das duas. Enquanto o pai ela desenha em tamanho bem menor abusando dela (lado esquerdo).

Desenho 4

Victor, de 7 anos mostra como era brigado pelo pai a fazer sexo oral.

Desenho 5

David, de 8 anos foi abusado sexualmente e destacou em seu desenho os olhos vermelhos do estuprador e seu órgão genital.O menino ainda escreveu as palavras chulas que o agressor dizia enquanto abusava dele.

Desenho 6

Isabel, de 8 anos foi abusada sexualmente pelo pai, ela desenhou o que ocorreu durante o momento do abuso.Colocada sobre uma cadeira para ser abusada enquanto seu irmão mais novo assistia tudo junto à porta.

Desenho 7

Marina, uma menina de 5 anos, era abusada pelo pai sendo obrigada a assistir a filmes pornográficos. No desenho ela retrata um trecho de um dos filmes que foi obrigada a assistir.

Desenho 8

Ester, de 9 anos desenhou a posição que era obrigada a ficar durante os momentos de abusos feitos pelo pai.

Desenho 9

Toni, de 6 anos desenhou o abusador como um monstro dando destaque ao seu órgão sexual.

Desenho 10

Andrea, de 10 anos representou em seu desenho os momentos do abuso em que era obrigada a tocar o abusador e ser tocada por ele.

#Desenho 11

As vezes o abuso identificado não é sexual, mas não deixa de ser abuso e deixar marcas também, veja o caso dessa pequena.Miriam, uma menina de 9 anos, sofreu abuso moral e psicológico. Sua mãe foi vítima de preconceito por ter engravidado aos 15 anos.Já a menina sofria preconceito racial dos colegas de classe. No desenho a criança desenhou a si mesma em tamanho menor e envolvida por uma barreira.
submitted by Charles_Bronsonaro to brasilivre [link] [comments]


2020.02.02 13:55 DeepNavyBlue [META]Precisamos discutir exército e vida militar. O que é exército para você?

É meta porque está baseado no post do u/arup02. É discussão porque alguém está fechando os olhos ou não faz a mínima ideia do que é um quartel, uma hierarquia, um soldado. Nunca teve amigos ou parentes ali dentro.
Temos um comentário enterrado em downvotes que fala a mais pura verdade. Temos centenas de milhares filmes, vídeos, livros, matérias, depoimentos, entrevistas, documentários sobre este assunto. E só piorou nos últimos anos porque agora todos(parece que nem todos) já assistiram, todos(parece que não todos) já leram.
No meu entendimento da filosofia militar o soldadinho é preparado para ter somente inimigos e o único amigo é o que tem a mesma farda, o que se fodeu ali com ele até a última gota de suor e sangue. Todo o abalo psicológico só tem este fator. Treinalavar o cérebro para a "família militar" e, desde os primórdios, deus. Os exércitos estudam lideranças há anos, séculos, milênios.
Eu realmente não compreendo o que as pessoas não entendem. É por que é errado? Sim, é, mas ao que me parece quem downvota quer negar os fatos da filosofia militar, e não muda absolutamente nada,(pelo contrário) o que acontece num quartel, num treinamento. Continuaremos a ter suicídios e ex-miltares chacinando como sempre teve e tende a piorar.
Básico dos básicos já é visto no treinamento em tropa de elite(citando este porque acho que muita gente assistiu) e parece que focaram apenas no 01 corrupto esqueceram que ele fode com todos,.acharam gracinha ele mandar o outro enfiar o fuzil no cu ou privar o sono dos pracinhas com uma granada...mas tem centenas de outros filmes. Até o limite da honra, fullmetal jacket, band of brother, documentário do Black Hawck Down com os sobreviventes, A Few Good Man com uma lavagem cerebral completa, e centenas de outros. Acham que tudo é historinha de roteirista iluminado?
Eu fui visitar meu amigo que serviu obrigatório quando ele estava no hospital com várias costelas quebradas por ter sido o último a ser pego[apaguei essa parte por medo]ejudicada. Ao término do seu treinamento militar ele entrou para a PM. Primeiro dia nas ruas matou um motoqueiro pelas costas que não parou na blitz, documentos atrasados. Passou para serviços internos. Tenho outro que matou uma criança, a bala "ricocheteou" na parede. Sabemos o fim dele, serviços internos.
O soldado militar é uma máquina de matar quem não tem o seu uniforme e de proteger seu amigo uniformizado. Quer você queira, quer não. A PM está aí para comprovar isso, é um exército. E exército nas ruas, o inimigo é o povo.
Bom, era este meu ponto de vista e queria saber o que vocês pensam que um exército é.
submitted by DeepNavyBlue to brasil [link] [comments]


2020.01.22 03:02 BOGMANDIAS Eu assisti Coringa

Sei que estou atrasado, mas decidi comentar o que eu achei do filme não porque sou um grande crítico de cinema, mas sim porque eu me identifiquei com a trama. Assim como Arthur eu sou extremamente carente (emocionalmente e financeiramente), não possuo pai e tenho uma mãe com problemas psicológicos, por isso eu não senti admiração, pena ou repulsa pelo protagonista, mas sim um grande desconforto, sei que muitas pessoas também sentiram isso, mas no meu caso foi um desconforto familiar porque eu também me sinto infeliz, também me sinto confuso em relação a minha mãe e a minha paternidade e principalmente porque odeio a sociedade porque ela é exatamente como retratada no filme, as pessoas (reais, não as virtuais) não se importam com você, elas querem apenas te usar se você for importante e se não for elas farão piada de você ou te desprezarão. O destino do não-privilegiado é ser palhaço dos privilegiados ou então ser invisível, agora que estudo em um universidade pública alguns me enxergam, mas ninguém me enxergava quando eu trabalhava durante o dia para pagar o cursinho durante a noite. Apesar disso eu nunca pensei em agir com violência ou em provocar o caos, mas será que eu não pensaria se eu perdesse o pouco que conquistei assim como aconteceu com Arthur?
submitted by BOGMANDIAS to brasil [link] [comments]


2019.12.30 04:05 M18H7 Higurashi é bom sim, e eu lhe explico o porquê!

Spoilers da Primeira Temporada do anime "Higurashi no Naku Koro ni"!
Primeiramente, agradecia que o caro leitor lesse primeiro o meu post anterior, visto que é necessário para ajudar entender melhor aquilo que escreverei neste post: https://www.reddit.com/useM18H7/comments/egl5vi/o_porqu%C3%AA_de_animesfilmess%C3%A9ries_que_incluem/
A primeira vez que me apresentaram Higurashi, eu fiquei com um hype enorme! Tinha acabado de ver Neon Genesis Evangelion, outro grande anime psicológico, e por isso fiquei com muito hype para ver outro anime que abordasse bem o psicológico dos personagens. Para além disso, quando vi pela primeira vez a imagem de Higurashi, me fez lembrar Madoka Magica! Quando vi aquelas crianças aparentemente felizes e inocentes pensei "Hmm, onde será que eu já vi isto aqui?" xD
Higurashi é um show e uma chapada na cara de todos aqueles que desprezam ou ignoram os efeitos da esquizofrenia! Isso mesmo, estamos a falar sobre um dos transtornos mais conhecidos, mas ao mesmo tempo mais desconhecidos dos últimos tempos! Vocês até já podem ter ouvido falar sobre este transtorno, mas se eu vos perguntar se sabem do que é que se trata, a maioria das respostas será não!
Ver Higurashi sem saber o básico sobre esquizofrenia é como ver o filme "Avengers: Endgame" sem nunca ter visto outro filme da Marvel!
Por isso, tendo isso em mente, veremos primeiro as definições sobre este transtorno e as suas variantes:
Esquizofrenia: Esquizofrenia é uma perturbação mental caracterizada por comportamento social fora do normal e incapacidade de distinguir o que é ou não real. Entre os sintomas mais comuns estão delírios, pensamento confuso ou pouco claro, alucinações auditivas, diminuição da interação social e da expressão de emoções e falta de motivação.
Paranoia: Paranoia é um instinto ou processo de pensamento que se acredita ser fortemente influenciado pela ansiedade ou medo, muitas vezes ao ponto de delírio ou irracionalidade. O pensamento paranoico geralmente consiste na crença de que a pessoa está a ser alvo de perseguição ou de uma conspiração. A paranoia é frequentemente acompanhada de acusações falsas e falta de confiança na generalidade das pessoas.
Podemos concluir então que estas duas perturbações mentais nos conectam a um único transtorno, que define aquilo que Higurashi é: PSICOSE!
Psicose: Psicose é uma perturbação da mente que causa dificuldades em determinar o que é ou não real. Os sintomas mais comuns são delírios (convicção em falsas crenças) e alucinações (ver ou ouvir coisas que outras pessoas não vêem ou ouvem). Entre outros possíveis sintomas estão discurso incoerente e comportamento inapropriado para a situação. Entre as causas mais comuns, temos a esquizofrenia, e alguns transtornos como o de bipolaridade. Um dos principais sintomas da Psicose é a Paranoia!
Analisemos então a definição de Psicose: ."Psicose é uma perturbação da mente que causa dificuldades em determinar o que é ou não real" -> Só esta frase já define aquilo que Higurashi é: Um anime onde nós, que estamos a assistir, temos de estar sempre a tentar perceber se o que estamos a ver é ou não a realidade! E, tal como eu falei no outro post, o facto de o anime ter de nos fazer pensar se o que estamos a assistir é ou não real, leva ao mesmo a ter de ser confuso algumas vezes (leiam o meu outro post, está la tudo!) ."Entre outros possíveis sintomas estão discurso incoerente e comportamento inapropriado para a situação" -> "discurso incoerente" justifica todas as vezes que parece que os personagens estão a dizer coisas sem sentido ou pouco normais, bem como pode justificar a "reação" meio "meh" deles ao verem que um/a amigo/a matou alguém!; "comportamento inapropriado para a situação" justifica todas as vezes que os personagens agiram agressivamente ou mataram alguém... Quem não ficou meio incomodado com aquela cena da Shion (disfarçada de Mion) a atirar e bater na Satoko, porque ela fazia "sofrer o irmão", no penúltimo arco do anime? E se olharem para essa cena com esta característica da psicose... Não fica meio diferente? Não fica um pouco menos artificial e um bocado mais realista? Ou todas as vez que um personagem matou alguém, como quando o Keichi matou a Rena e a Mion no primeiro arco do anime, ou quando a Shion matou um monte de amigos e familiares também no penúltimo arco do anime, ou quando a Rena fez todos de refém no último arco do anime... Só esta característica da Psicose, juntamente com a característica da Paranoia que diz "crença de que a pessoa está a ser alvo de perseguição ou de uma conspiração", que leva a pessoa a naturalmente querer defender-se de tais "perseguições ou conspirações"... Só estas duas características justificam todas as ações dos personagens ao longo do anime (E por isso. para toda gente que diz que o anime é forçado nesse aspecto, está aqui a prova que talvez não seja bem assim)
Mas claro, para justificar estas ações dos personagens temos primeiro de justificar que estes mesmos personagens possuem estes transtornos... Para isso eu já falei no outro post, mas falarei neste outra vez: Todo o conceito da "Maldição de Oyashiro-Sama" (estou a falar da "maldição" que faz os personagens ouvirem passos, vozes, e sentirem que estão a ser perseguidos ou vigiados)* não passa de uma grande metáfora sobre a esquizofrenia e, consequentemente, psicose! Pensem comigo: .Os personagens ouvirem passos, vozes e sentirem que estão a ser perseguidos e vigiados correspondem ás "aluçinações e delírios" que são referidos na definição de esquizofrenia, bem como as "alucinações auditivas" também presentes nesta mesma definição (ou ainda na definição de psicose que diz "alucinações (ver ou ouvir coisas que outras pessoas não vêem ou ouvem)")! .As inúmeras vezes em que os personagens acham que estão a ser perseguidos ou que alguém está a conspirar contra eles, está também presente na definição de Paranoia: "O pensamento paranoico geralmente consiste na crença de que a pessoa está a ser alvo de perseguição ou de uma conspiração"! -> Nós podemos ver isso quando o Keichi começa a ser perseguido pela Rena e pela Mion quando "descobre" que elas estão por detrás de vários assassinatos que ocorreram, quando mais tarde no anime é provado que afinal aquilo foi tudo das alucinações do Keichi (eu já volto a falar sobre esta cena tão importante), ou quando a Rena acha que a família Shonozaki está por detrás de um plano maligno que vai afetar toda a aldeia, quando isso n passava da paranoia dela, etc...
Agora que está provado que estes personagens possuem estes transtornos, podemos justificar várias coisas: Primeiro, que estão justificadas todas as ações dos personagens que o pessoal achou "Forçado"... Segundo, sabemos agora que não só os personagens estão na posse de esquizofrenia, como também NÓS estamos! "Ai, como assim Mágico? Não estou a perceber..." calma, amigo, que eu já explico!
O grande diferencial em Higurashi, o GRANDE fator que levou muita gente a não perceber o anime e, consequentemente, não gostar do anime, foi exatamente o facto do anime ter esse problema de ser """"Confuso""""! Confuso entre muitas aspas, porque o anime não é confuso! -> Eu já expliquei isto no meu outro post, mas eu explico aqui outra vez: Tal como eu já disse, nós, o pessoal que está a ver o anime, estamos sobre o efeito de esquizofrenia! Tal e qual! Há cenas que nos parecem extremamente absurdas para serem verdade, mas ninguém nos diz se é ou não... Há cenas que parecem que não fazem sentido, e por isso parecem "mal feitas", quando na verdade elas foram propositalmente assim feitas... E isto é algo que eu quero que vocês percebam: Qualquer show que aborde a Esquizofrenia, qualquer mesmo, vai ser um show no mínimo "confuso" para muitas pessoas... Já com o novo filme "Joker", que saiu em 2019 foi a mesma coisa, pois tive vários amigos meus que disseram que não gostaram do filme porque o acharam confuso, e outros que gostaram pois perceberam aquilo que o filme queria dizer... O problema é que a esquizofrenia no filme "Joker" é extremamente fácil de se perceber, visto que está colocada de forma bem óbvia no filme! O problema é que "Joker" é como um gatinho perto do leão que é Higurashi, no que diz respeito à esquizofrenia! Em Higurashi é tudo feito de maneira a que nós fiquemos propositalmente confusos, indecisos, e curiosos pois tudo parece mistério, tudo parece que vai ser revelado no fim, quando na verdade tudo não passava de uma alucinação... Não é genial? Ser enganado assim, levar-nos a crer que a Rena era uma demônio e serial-killer como ela aparentava ser no primeiro arco do anime, quando na verdade ela era dócil e bondosa, tal e qual ela parecia ser... "AI O QUê QUE MENTIRA MI MI MI A RENA É UMA ASSASSINA OLHA O QUE ELA FEZ NO FINAL LALALA" Calma, calma rapaz, eu vou falar sobre isso agora! Então senta-te na cadeira e lê atentamente:
Primeiro Arco do Anime: Ai, ai como eu adoro este primeiro arco! A primeira vez que o vemos ficamos com a cabeça a andar à roda... e depois que vários arcos vão passando, começa a parecer que afinal o primeiro arco foi esquecido, ou então tinha pouca importância na história... Até que chega aquela cena do último episódio onde o Keichi se lembra de tudo, e nos é mostrado que afinal nada daquilo tinha ACONTECIDO!!! : A Rena e a Mion nunca tinham ameaçado o Keichi! A Rena nunca tinha tentado assustar o Keichi! A Mion nunca tinha tentado matar o Keichi injetando algo nele (se repararem, é nos mostrado que afinal ela nem tinha usado uma agulha mas sim uma caneta!)! E aquela cena da Rena a dizer "Por favor acredita em mim"... Mano, eu não estou a chorar, tu é que estás... XD
Essa pequena cena do FlashBack do Keichi prova tudo o que eu escrevi neste post: Todos os Personagens de Higurashi sofrem de Esquizofrenia, Psicose e Paranoia! O Keichi lembrar-se que todas as ameaças e tentativas de homicídio das amigas n passavam de ilusões e alucinações criadas pela cabeça dele comprova exatamente que ele tem esquizofrenia: "comportamento social fora do normal", "incapacidade de distinguir o que é ou não real", "delírios" e "alucinações"... A razão destas alucinações? A paranoia do Keichi, por pensar que a Rena tinha realmente matado alguém e que agora andava a persegui-lo: "O pensamento paranoico geralmente consiste na crença de que a pessoa está a ser alvo de perseguição ou de uma conspiração"!
A Rena, por outro lado, ela acreditava que um grande desastre que incluía uma doença iria eclodir em Hinamizawa! E, para além disso, ela acreditava que a família da Mion, a família Shonozaki, estava por detrás deste futuro desastre, visto que era uma das 3 grandes famílias e a principal que governava a aldeia... Por isso, a Rena começou a ficar paranoica, visto que, para além desta conspiração toda, acreditava que ela mesma possuía esta "maldição"... Porque? Bem, isso vocês devem ter percebido: Para além de também ouvir passos e sentir-se perseguida e vigiada, quando a Takano Miyo lhe empresta o livro de anotações dela, ela lê uma parte lá que falava sobre uns "bixos", ou insetos, tipo uns parasitas,cujas pessoas que tinham a "maldição" possuíam... Bem, isso era uma das teorias da Takano: um tipo de vírus alienígena residia em Hinamizawa e era o grande responsável por tudo relacionado à "maldição de oyashiro-sama" (ouvir passos, etc...)! Agora chegamos a um possível "furo"... Sim, possível! Visto que a Rena ela já "via" este parasita a sair do corpo dela quando coçava as feridas que ela tinha! Agora vocês me perguntam: "Então como é que a Takano acertou uma coisa que podia ser uma possível alucinação da Rena?"... E agora eu respondo: 4 de 1: Ou vocês escolhem por pensar que é uma simples conveniência do plot, o que pode ser um possível ponto negativo a mais para que os haters ainda odeiem mais o anime (Enfim...); Mas eu não gosto de pensar por esse lado, aliás até acho que seja o lado mais incorreto! Por isso, se quiserem podem pensar que é apenas mais uma alucinação da Rena, e que na verdade nada disso estava lá escrito no livro de anotações (também não é o que eu escolho, mas também é possível, visto que o anime nos deixa em branco quanto a isso...); Ou podem ainda pensar que a Takano foi analisando todas as pessoas com a "maldição de oyashiro-sama" (e se vocês acham que a maldição de oyashiro-sama é outra conveniência, por ser algo sobrenatural posto no anime só para fazer andar o plot, então estão bem enganados... Não quero dar spoiler, visto que este post é só sobre a 1ª temporada, mas esta "maldição" está explicada na segunda, n se preocupem), e foi percebendo que o avistamento de parasitas no sangue era uma das alucinações que as pessoas tinham (no 1º episódio da segunda temporada é revelado que a Takano tinha inúmeros livros, com várias teorias, por isso não é impossível que ela tenha pegado em todos os tipos de paranoias e alucinações e depois escreveu sobre cada um); Ou então podem ainda esperar e ver se o anime dá alguma explicação no futuro, nomeadamente na segunda temporada (eu ainda n terminei a segunda temporada, então quando terminar analiso se tem alguma explicação e completo melhor este post)! Terminando, a Rena ter feito o sequestro na escola no último arco do anime é justificado visto que ela tinha em posse a "maldição de oyashiro-sama", e por isso ela ficou paranoica em relação a tudo e todos, chegando ao ponto de desconfiar dos próprios amigos! Pois se repararem, teve um momento em que o Keichi, a Satoko, a Rika e a Mion disseram à Rena que ela não precisava de esconder segredos deles pois eles eram amigos e os amigos serviam para se ajudarem uns aos outros... Mas depois foi simplesmente preciso a Rena desconfiar um pouquinho que seja da familia Sonozaki, e depois a Mion ter movido os cadáveres (aqueles dois que a Rena tinha assassinado) de local sem autorização da Rena, para ela perder totalmente a confiança em toda a gente, até mesmo dos próprios amigos! Pois por mais que a Mion estivesse a dizer a verdade quando ao facto de ela ter movido os cadáveres sem qualquer má intenção, a Rena n iria acreditar nela visto que a paranoia dela já estava em um estado tão avançado! Para além disso, lembram-se da Rena ter pedido ajuda à polícia para a proteger dos Sonozaki? Pois, é depois aí mais tarde que descobrimos que os Sonozaki não tinham qualquer má intenção com a Rena, e que afinal ela é que estava a delirar (Mais uma vez, a Paranoia representada em Higurashi é de topo de gama, a melhor que já vi!)!
Até mais e obrigado por ter lido tudo até aqui... E lembre-se: Confie em mim, pois somos amigos, certo? :p
Notas (spoiler da segunda temporada de Higurashi):
*Mais tarde descobrimos que essa maldição é na verdade uma doença/síndrome que todos os habitantes de Hinamizawa têm... Apanharam? Doença que faz os personagens ficarem paranoicos e terem alucinações --------> Esquizofrenia meus caros...
submitted by M18H7 to u/M18H7 [link] [comments]


2019.12.28 03:58 M18H7 O porquê de animes/filmes/séries que incluem esquizofrenia são incrivelmente fodas, mas ainda assim há pessoas que não gostam?!

Ui, este vai ser dos grandes!
Eu tenho vindo a reparar algo que me chateia profundamente, mas que eu entendo o porquê de acontecer: Shows incrivelmente fodas como o Joker e Higurashi serem tão desprezados por algumas pessoas, que infelizmente veem as coisas por outros olhares, muitas das vezes errados...
Não me entendam mal, eu n digo que essas pessoas estão erradas por não gostarem destes dois shows! Apenas digo que as suas razões muitas das vezes não são as mais corretas, mas cada um gosta e desgosta do que quiser, longe de mim para julgar isso!
Falaremos agora do que interessa: A razão para essas pessoas não gostarem destes dois shows é em grande parte por causa da Esquizofrenia presente neles! Sim, isso mesmo! Esquizofrenia! Aquele transtorno psicológico bastante famoso, mas que muitos não sabem do que se trata! Bem, verdade seja dita: Nem eu sei tudo sobre o que este transtorno se trata... Mas acho que sei o básico, e é por aí que comecemos: "Esquizofrenia é uma perturbação mental caracterizada por comportamento social fora do normal e incapacidade de distinguir o que é ou não real." - esta frase é tão boa e maravilhosa, pois explica o básico que muita gente não sabe sobre esquizofrenia! Sim, meu caro! Esquizofrenia baseia-se muito na, tal como diz a frase, "incapacidade de distinguir o que é ou não real."! E, por isso, shows que abordem esquizofrenia, em que o personagem principal tenha esquizofrenia, como é o caso destes dois shows, vai ser um show em que, nós, visualizadores, não conseguiremos distinguir o que É OU NÃO REAL CARAMBA! É assim tão difícil perceber? Mas vamos com calma...
Tal como já vimos acima, ver um show como o Joker ou Higurashi é estar constantemente a tentar perceber se o que estamos a ver é uma ilusão criada pela esquizofrenia de um certo personagem ou se é efetivamente real! E aí é que começa o problema: Para fazer isso, ou seja, para o show conseguir fazer com que nós não sejamos facilmente capazes de distinguir se aquilo que estamos a assistir é real ou não, é óbvio que vai ser preciso fazer cenas em que nós fiquemos confusos, entendem? Por exemplo: Em Higurashi, há cenas tão ridículas que "nós" (e com "nós" refiro-me às pessoas que não gostam do show porque o acham "confuso e incoerente") achamos que aquilo simplesmente é uma cena mal feita, ou uma cena incoerente, ou ilógica, etc... O problema, caro leitor, é que aquilo é propositalmente uma cena ilógica! É mesmo tão difícil pensar duas vezes antes de criticar algo? Como que eu posso mostrar a esquizofrenia sem fazer algo confuso, ahn? É porque o próprio transtorno é confuso, caralho!!!! Ou vocês acham que aqueles que têm esquizofrenia vivem de boas e tranquilos? Pois, talvez vocês achem isso, pois nunca presenciaram algo igual! Talvez vocês achem isso, pois nunca tiveram uma ilusão, e nunca pensaram o quão mau e confuso e terrível isso pode ser para a pessoa, não é? Eu não falo por experiência própria, ainda bem! Mas eu penso, e tento entender as coisas... A única cena que eu não consigo justificar em Higurashi é a cena da ponte... Mas porra, dizer que uma só cena faz o anime inteiro ser ilógico e incoerente, é sacanagem, não? Fora as partes em que o anime é ilogico de propósito face às ilusões e alucinações da esquizofrenia, o resto do anime é coerente sim! O segundo arco e o penúltimo arco da primeira temporada estão certinhos, não há nada ilógico ou fora do normal ali, foi tudo pensado desde o início! Ah, a cena do hospital do último episódio do segundo arco? Pois, eu ainda não acabei o anime todo, então eu não sei se há uma explicação para essa cena em específico... Mas se não houver, adivinhem o que aquilo foi? Preciso nem falar que foi esquizofrenia, né?
Eu podia dar spoilers? Podia! Mas como nem toda a gente que possivelmente vai ler isto viu o anime, então tentarei dar o menos spoilers possíveis... Mas é preciso mesmo, mesmo, dizer que toda esta maldição de oyashiro - sama é, na verdade, uma enorme metáfora da esquizofrenia e paranoia? Porque se ainda não tinham percebido, aí está! Agora relembrem, caso ja tenham visto o anime, de tudo o que se passou, e reflitam... Reflitam, porque nem toda a gente o fez... Porque refletir? Porque isto, isto é uma metáfora extremamente, extremamente FODA!
Eu presenciei algo que me deixou profundamente chateado, que foi um amigo meu sair da sala do cinema depois de vermos o filme "Joker" e dizer que não gostou do filme... O facto de ele não ter gostado do filme não me chateia, não me interpretem mal! O que me chateou mesmo foi que eu lhe perguntei o porquê de ele não ter gostado do filme, e ele me falou que foi porque o filme era "Confuso".................................. Preciso nem falar nada, foda-se! Foda-se, foda-se, foda-se, FODA-SE!
submitted by M18H7 to u/M18H7 [link] [comments]


2019.12.04 18:45 odraps Namorado sem atitude

Tenho 29 anos e namoro um cara de 34 anos. Estamos juntos a 7 anos e ao longo da nossa relação nunca fizemos planos pro futuro (viajar, casar, onde morar), já tentei planejar coisas com ele mas ele não acompanha, fica concordando mas não fala muita coisa, conversei com ele sobre isso, pois vi que ele se incomodava com o assunto e ele disse que não fazia planos por não ter dinheiro (mesmo ele estando trabalhando já a 4 anos). Ele mora na casa dos pais e só ajuda na conta de telefone, no mais eu não sei onde ele gasta o dinheiro (talvez ele guarde no banco, mas não sei mesmo), a rotina dele é jogar no pc em todo o tempo livre,trabalha bastante, no mais ele não sai de casa, pois tem depressão moderada e dificuldade de socializar (frequenta psicologo e psiquiatra), quando tem confraternização na empresa ele gosta de ir, pois é muito próximo de alguns colegas que inclusive almoçam com ele nos intervalos (três meninos e uma menina). Sempre que saímos (algo raro, pois geralmente passamos o final de semana em casa assistindo filmes, pois ele não gosta de locais muito cheios) ele reclama que esta gastando muito (mesmo que em um jantar de 60 reais ou uma ida ao cinema de 50 reais), quando digo que eu vou pagar ele se ofende e não deixa, ele faz questão de pagar mesmo reclamando sobre (também faz questão de pagar o estacionamento do shopping e fica perguntando sobre o valor da gasolina do meu carro). Diversas vezes eu dei indireta que queria noivar (afinal já são quase 8 anos na mesma) e que só iria morar com ele algum dia nessas condições, a pouco tempo ele perguntou oq eu achava de morar com ele (não me deu detalhes de onde morar mas já me empolguei) e perguntou se eu estava falando sério sobre só morar com ele se noivasse e eu confirmei, disse que só iriamos nos "juntar" se ele me pedisse em noivado, ele perguntou qual aliança eu queria, mostrei e ainda deixei salvo no computador, ele olhou o valor e torceu o nariz (até agora nada, e ele nem perguntou o número do meu dedo, ou seja, ele não vai comprar a porcaria do anel, me empolguei atoa).
Tenho pensado muito se essa relação tem algum futuro, pois estamos na mesma a quase 8 anos e não evoluímos nesse meio tempo, ele reclama de tudo, não faz planos, não consegue conversar sobre o futuro. As vezes acho que ele esta comigo por estar, apesar de sempre falar que me ama e que se preocupa muito comigo. Ele tem atitudes infantis (acredito que é por ser muito mimado pelos pais, mesmo com 34 anos) e quando brigamos ele fica insuportável e parece uma criança fazendo birra. Em dias normais ele é muito resmungão com tudo e parece um senhor de 90 anos, mas mesmo assim é extremamente carinhoso e atencioso quando estamos juntos, porém não vejo atitudes da parte dele, sei que se eu forçar e tomar a iniciativa ele vai seguir e fazer oq eu mandar, mas acho errado chegar nesse ponto, ao meu ver certas coisas tem que partir dele, pois eu já dei todos os sinais verdes possíveis nessa relação.
Quando ele tinha 20 anos ele namorou uma menina e eles noivaram com dois anos de namoro, estavam prestes a alugar um apartamento (creio eu que eles planejavam muitas coisas pro futuro), aconteceu que ela traiu ele e então ele terminou tudo, ficou alguns anos no processo de superar essa essa relação. Sou a segunda namorada dele. Fico pensando se ele tem algum trauma com isso e fica achando que vou trair, mas se em quase 8 anos ele ainda não confia que eu realmente quero ficar com ele e levo ele a sério eu não sei mais oq fazer. Ele tem alguns problemas psicológicos que fazem com que ele tenha muita dificuldade de se relacionar e confiar nas pessoas, mas acho difícil que seja esse o problema.
submitted by odraps to desabafos [link] [comments]